Cresce interesse de construtoras por importação de equipamentos

Real forte e alta demanda por equipamentos para locação fazem empresas buscarem máquinas no exterior
Divulgação

Grandes construtoras brasileiras pretendem recorrer à importação de máquinas e equipamentos para contornar os problemas de abastecimento no mercado interno. As ofertas de países exportadores e o dólar em patamares competitivos, apesar das recentes altas na cotação da moeda, tornam os equipamentos estrangeiros atraentes para o setor.

Já há alguns anos empresas estrangeiras, principalmente da China, têm comparecido em grande volume nas feiras de materiais e equipamentos de construção que ocorrem no Brasil. E muitos defendem que a qualidade desses produtos, antes precária, melhorou muito nos últimos anos.

A Living, do Grupo Cyrela, é uma das construtoras que pensam em buscar o maquinário fora do país, importando diretamente da China equipamentos como minigruas, guindastes e empilhadeiras. A PDG Realty diz que a importação direta não faz parte de seus planos, mas que os equipamentos podem ser importados por intermédio de terceiros.

A Rossi Residencial já encomendou, neste ano onze gruas da Irlanda, laém de já ter realizado compras diretas de equipamentos da China, Áustria, Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos. A Camilotti Incorporação e Construções, que trabalha com a Helbor em Santa Catarina, já importou diretamente elevadores de obras, máquinas de corte e dobra e furadeiras para concreto.

A importação pode ser feita de três formas: direta e individual, coletiva (junto com outros construtores) ou por intermédio de tradings. A Compracon (Associação de Compras da Construção Civil no Estado de São Paulo) tem preferido fazer negócio via tradings, que cuidam desde a pesquisa dos produtos até a operação logística e a nacionalização dos equipamentos. “A vantagem deste tipo de operação é que cada construtora pode trazer produtos específicos de acordo com a necessidade”, afirma Robson Colamaria, diretor-executivo da entidade.

Mas, para importar, é necessário que a empresa entenda que taxas, impostos e operação logística são diferentes para cada tipo de produto. A composição dos preços também é feita de acordo com a mercadoria, em função da classificação fiscal e das características físicas. Um procedimento indispensável na importação direta é obter o Radar (Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros) junto à Secretaria da Receita Federal.

Importação segura

Independente da forma de importação, antes de trazer um produto do exterior é preciso:
– Conferir se há representante oficial instalado no Brasil;
– Checar se o fornecedor já tem material em obras brasileiras;
– Avaliar aspectos de manutenção dos equipamentos, principalmente no que diz respeito à disponibilidade de peças de reposição no Brasil e à agilidade de atendimento em caso de problemas com o produto;
– Conferir se os produtos atendem os requisitos da legislação brasileira, o Código do Consumidor e às normas técnicas e de segurança;
– Comparar o custo global, incluindo produto, taxas, impostos etc.

Fonte:http://www.piniweb.com.br/construcao/tecnologia-materiais/cresce-interesse-de-construtoras-por-importacao-de-equipamentos-235667-1.asp

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