Construção civil espera preencher 700 vagas no CE

Procurar emprego é um fenômeno natural no mercado de trabalho. Inusitado é quando são os contratadores que se esforçam para preencher vagas. Esse é o caso da construção civil cearense, que, por iniciativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), promoveu, ontem, o II Feirão de Empregos do setor, realizado no Estado pela primeira vez. A expectativa inicial do evento era de conseguir captar 500 profissionais, mas, diante de uma demanda crescente, as construtoras aumentaram a projeção para 700 postos de trabalho.


Mesmo se essas vagas sejam ocupadas, ainda faltariam outras 1.300 para suprir as necessidades com vistas às obras da Copa do Mundo, já que a carência atual é de cerca de 2 mil trabalhadores.

Ocorrendo no Serviço Social da Indústria (Sesi) da Parangaba, das 8h às 16h, o evento atraiu grande movimentação de interessados em trabalhar na construção, muitos dos quais sem experiência no segmento.

Telmário Ramos, de 44 anos e há seis meses desempregado, já trabalhou como auxiliar em escritórios, mas viu a oportunidade de tentar algo novo, principalmente em um momento de dificuldade. “Vim ver se me encaixo em alguma vaga. Não dá para ficar parado por muito tempo”, ressaltou.

Com um pouco mais de vivência no ramo, Silas Eliabe também estava na fila de um dos estandes das 20 construtoras presentes. “Já trabalhei como servente numa obra de uma grande empresa. Quero outra oportunidade”, conta.

Vagas diversas

De acordo com a vice-presidente de sustentabilidade do Sinduscon-CE, Paula Frota, as vagas vão das mais básicas – pintor, eletricista, servente, etc – às de maior complexidade, como as de engenheiros. Segundo ela, além das 700 oportunidades que devem ser preenchidas em breve, haverá também um banco de cadastros, do qual outras pessoas poderão ser chamadas nos próximos três meses.

O presidente do Sinduscon-CE, Roberto Sérgio Ferreira afirma que “existe um pensamento recorrente de pessoas que não querem trabalhar no setor. Mas isso é ultrapassado. Hoje em dia, temos muitos benefícios. Que setores dão 14º salário? Nós damos”. O resultado do Feirão, afirma, deve ser fechado até o fim da semana que vem.

Ela destaca o número de mulheres que têm adentrado esse universo que, antigamente, era dominado pelos homens. “Detalhistas como são, elas também têm espaço nesse mercado”, afirma. Confirmando a tendência, a presença delas no evento foi maciça, quase dividindo as filas com o sexo oposto. Cláudia Carvalho, que fez um curso profissionalizante, buscava o primeiro emprego na construção civil. “Esse preconceito já era”, diz.

Além de buscar emprego, no Feirão, os presentes também tiveram acesso a serviços como saúde bucal, nutrição e emissão de documentos.

FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1053722

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