Certificação valoriza obra em 20% na construção civil

O aquecimento global e as ilhas de calor exigem cada vez mais a manutenção e restauração

Pelo significativo consumo de água, energia, madeira e matéria-prima de origem mineral, o setor da construção civil é alvo da procura por selos verdes, agregando tecnologias para evitar o desperdício de recursos naturais e o descarte de resíduos. Obras que seguem princípios ambientais atestados pelo selo custam 5% mais caro. Mas, além da redução de custos após a construção, a valorização do empreendimento para revenda é de até 20%, de acordo com dados do sistema de certificação Leed, existente em 127 países.

O aquecimento global e as ilhas de calor exigem cada vez mais a manutenção e restauração das áreas verdes nos grandes centros urbanos. Por outro lado, o conceito de sustentabilidade envolve toda a cadeia produtiva, desde o início, e na construção civil não é diferente: as práticas começam na formação e no desenvolvimento social e profissional dos trabalhadores, passando pela utilização de materiais ecologicamente corretos nas obras e, têm continuidade, na implementação de políticas de incentivo à implantação de processos limpos, que evitam o desperdício e estimulam o uso de materiais renováveis e reciclados.

Contribuindo com este pensamento, o Sindicato da Industria da Construção Civil de Teresina (SINDUSCON Teresina) tem incentivado seus associados a tomarem atitudes sustentáveis dentro de suas obras. “Ações simples melhoram o ambiente de trabalho e colaboram com o meio ambiente. Um bom exemplo é ter coletores distribuidos dentro da empresa, o que facilita a coleta seletiva e ajuda na reciclagem do material. Outra ação importante é a conscientização ambiental dos trabalhadores do setor, que pode acontecer através da distribuição de cartilhas contendo informações sobre meio ambiente, lixo, coleta seletiva e reciclagem”, aponta o presidente do SINDUSCON Teresina, Andrade Júnior.

O setor da construção é um dos maiores consumidores de insumos extraídos tanto de florestas plantadas como das áreas naturais. No entanto, menos de 5% da produção madeireira nativa é certificada, conforme dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Mais de 40% têm origem ilegal.

Como há esquemas para fraudar o sistema de controle e a documentação, mesmo a madeira considerada legal não tem garantias quanto à extração sem práticas predatórias. “O gargalo para a expansão da certificação está na distância entre produtores e compradores. Os empresários do setor devem sempre estar atentos ao assunto e não comprar materiais irregulares”, acredita Andrade Júnior.

O destino dos resíduos sólidos da construção civil é hoje uma preocupação em todo o Brasil. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) prevê, através de resolução, que os entulhos não podem ser colocados em aterros sanitários convencionais, fato que obriga as construtoras a buscar soluções para o problema.

Fonte:http://180graus.com/geral/certificacao-valoriza-obra-em-20-na-construcao-civil-465117.html

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