Polímeros metálicos darão forma ao maior aquário do Brasil

Com área de 21,5 mil m², construção do equipamento começa nas próximas semanas em Fortaleza. Imagic! Assina o projeto arquitetônico

Mauricio Lima

O Governo do Estado do Ceará deve iniciar, nas próximas semanas, as obras para o Acquário do Ceará. O equipamento de 21,5 mil m² será formado por 28 aquários, tornando-se o maior empreendimento desse tipo na América do Sul, segundo os arquitetos do escritório Imagic!

O projeto chama a atenção por suas formas marinhas. “Dentro desse mercado de edifícios turísticos, precisamos nos destacar e a forma é importante”, disse o arquiteto responsável pelo projeto, Leonardo Fontenele. “O edifício é uma metáfora marinha. As formas externas, que lembram as encontradas no mar, são refletidas no interior do edifício, criando toda uma simbologia para o aquário”, disse.

Segundo Fontenele, o edifício será formado por uma estrutura de concreto interna que dará formato aos pavimentos, e por uma estrutura externa que dará o desenho ao edifício. “As formas curvas do lado de fora serão feitas com um polímero metálico, que nos permite fazer uma expressão arquitetônica diferente, o que não seria possível com o concreto”, disse. O fechamento do edifício será todo em vidro, também com formas curvas. Ainda, o edifício conta com uma parte coberta por uma malha metálica presa por mastros, que lembra uma membrana tensionada.

O edifício terá quatro andares: subsolo para uso técnico, térreo e outros dois pavimentos para visitação. Neles, ficarão os aquários de tubarões, de pinguins, tanques que criam a oportunidade de contato com as espécies, simuladores de submarino, cinema 4D e 3D, escola de mergulho e mais 20 aquários menores.

Do lado de fora, haverá a Praça das Águas, que conta com uma série de jatos d’água. Esse espaço, segundo Fontenele, será utilizado para integrar o edifício ao bairro. “Atualmente, a região do aquário está muito degradada. A esperança é que a área se revitalize a partir do próprio aquário”, disse Fontenele.

Ao invés do vidro, os arquitetos optaram pelo uso do acrílico nos aquários que serão instalados dentro do edifício. A escolha pelo acrílico foi feita por duas questões. A primeira é a característica físico-química do vidro, que ficaria esverdeado com o tempo. A segunda é que o vidro não suportaria a pressão da água nos aquários maiores. “O aquário principal, que ocupará os quatro andares do prédio, tem 50 m de comprimento, 16 m de altura e 15 m de largura. Isso é uma pressão enorme que o vidro não suportaria”, afirma Fontenele.

Fonte: www.piniweb.com.br

 

 

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