Prefeitura afirma que projeto da Arena Corinthians em construção é diferente do aprovado

Na lista de irregularidades, estaria o acréscimo de uma área construída de aproximadamente 38 mil m². Odebrecht, por sua vez, diz que tem todas as autorizações necessárias

Após a paralisação de cinco dias por luto em decorrência da morte de dois trabalhadores na última quarta-feira (27), a construção da Arena Corinthians foi retomada nesta segunda-feira (2), com seu efetivo total (1.350 operários). As obras estão liberadas, exceto no local do acidente – cerca de 5% da área total. Além disso, também não será possível utilizar nenhum guindaste, já que o Ministério do Trabalho e Emprego fez uma “interdição vertical” do canteiro.

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No presente momento, as frentes de trabalhos estão focadas nas instalações elétricas e hidráulicas, de assentos definitivos, de revestimentos de pisos, paredes e forros e de sistemas de som, além do acabamento externo.

 A obra ainda vem causando polêmica. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a Prefeitura de São Paulo afirma que o projeto atualmente em execução é diferente do aprovado em maio de 2011. Na lista de modificações entre as propostas, estariam: a redução da capacidade para 46.116 pessoas e a diminuição de 3.702 para 2.943 vagas de estacionamento, além de mudanças que preveem um acréscimo de área construída de aproximadamente 38 mil m², um aumento de 25% do total aprovado. Estas alterações, de acordo com a prefeitura, foram apresentadas no dia 25 de julho deste ano, quando a obra já estava na reta final.

 De acordo com o promotor Marcelo Milani, em razão das mudanças, a obra estaria clandestina. “Não é uma mudançazinha não. Eles pediram o alvará para um projeto e estão construindo outro”, disse. Concordando com ele, promotor da Habitação, José Carlos Freitas, afirma: “a obra está irregular, está clandestina. São alterações significativas que foram feitas com a certeza de uma aprovação no final”. A Odebrecht diz se tratar de “alguns ajustes no projeto arquitetônico” e que possui todas as autorizações necessárias.

 Há diferentes versões para a causa do desabamento do guindaste, ainda não confirmada. Para o coordenador da Defesa Civil, Jair Paca de Lima, após uma análise inicial, o acidente aconteceu após a movimentação irregular da peça de mais de 400 toneladas que completaria a cobertura metálica. O balanço da peça pode ter desestabilizado o guindaste, provocando a queda do equipamento. A análise aponta que a técnica usada para erguer a estrutura não foi a mais adequada.

 Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon), Antonio de Sousa Ramalho, no entanto, a tragédia foi resultado de inúmeras irregularidades executadas pela Odebrecht, empresa responsável pela construção do estádio. “O acidente aconteceu por falha humana causada pela pressa da Odrebrecht. A pressa é inimiga da perfeição. Todos vocês sabem que a Fifa pressionava muito. Eles trabalham de domingo a domingo, em três escalas”, afirma.

 Além disso, o executivo ainda cita a denúncia de um técnico de segurança que trabalha que a empresa ignorou um alerta dado horas antes do acidente.

 O Corinthians prometeu acelerar as obras para não comprometer demais o prazo de entrega do estádio. A estimativa do clube é que o estádio, com capacidade para 46.116, que deveria ser concluído no final deste mês, seja entregue no final de janeiro ou início de fevereiro.

Fonte: PiniWeb

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