Segurança na Construção Civil

Apesar do crescimento brasileiro na Construção Civil estar abaixo do previsto pelo Governo, é notável que esse ritmo de produção tem causado muitos problemas em todo território nacional. Um dos mais preocupantes é o número de acidentes em obras, mesmo sendo este, um problema tão antigo quanto à própria construção civil.

O trágico acidente nas obras do estádio do Corinthians, que ocasionou duas mortes, no dia 27 de novembro mostrou que nem mesmo as grandes obras, que estão sendo gerenciadas pelas maiores empresas do ramo no país, estão funcionando sob as condições ideais de segurança.

Retirada de uma das vítimas na obra do Itaquerão.

Retirada de uma das vítimas na obra do Itaquerão.

O referido caso se junta a outras tragédias, como o desabamento de cinco andares de um prédio, em agosto desse ano, em construção em Guarulhos (SP), que ocasionou a morte de 10 pessoas, além de deixar 26 feridos.

Desabamento de um prédio em Guarulhos (SP)

Desabamento de um prédio em Guarulhos (SP)

Os números são alarmantes e segundo o Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Civil de São Paulo) o número de mortos chegou a 21 nesse ano de 2013, e já é o triplo do número registrado no ano de 2012. O número de feridos também aumentou de 336 em 2012 para 402 nesse ano. O presidente da Sintracon-SP, em declaração ao Diário de São Paulo, afirmou que o principal motivo das acidentes é uma suposta pressa imposta pelas construtoras.

Outro fato que serve de alerta é a série de greves de operários da construção civil em todo país, e que tiveram dentre suas principais reivindicações a necessidade de se ter melhores condições de segurança no trabalho. Algo que é um direito básico de todo trabalhador, mas que, infelizmente, vem sendo desrespeitado em alguns casos.

A expectativa é um cenário de crescimento ainda maior em 2014, com a previsão de um crescimento de 2,8% na construção civil e com possibilidade de expansão. Um crescimento que é impulsionado, principalmente, pela copa do mundo que aqui será sediada, mas que trará a necessidade um ritmo maior nas obras preparatórias.

Um grande questionamento a ser feito, tendo isso em vista, é se tais obras serão aceleradas respeitando os padrões de qualidade da obra e de segurança no trabalho previstos em norma. O que é inaceitável é que o amadorismo ainda esteja presente em um ramo tão importante para o país, e que vidas humanas continuem a serem perdidas de maneira tão absurda. A necessidade de mudança é evidente, e esta deve ocorrer nos diversos setores responsáveis, desde os operários até aos engenheiros, empresários e fiscais.

 Fonte: Época, G1, Diário de São Paulo

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