A CRISE HÍDRICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Níveis de rios como o Jaguari não pararam de baixar nos últimos anos

Níveis de rios como o Jaguari não param de baixar nos últimos anos

O Sudeste brasileiro passa por uma das piores crises hídricas da história do País. Diversas cidades da região têm que elaborar planos e metas de gestão dos recursos hídricos escassos para não agravar ainda mais a situação que ainda está muito precária. As causas dessa situação ainda são controversas, mas o que é certo é que houve uma má administração dos recursos disponíveis para que essa situação se instalasse dessa maneira.

No caso do estado de São Paulo a pior situação foi a sofrida pelo Sistema Cantareira, reservatório responsável pelo abastecimento de cerca de 6,2 milhões de pessoas na capital paulista e cidades da região metropolitana. Em outubro de 2014 o sistema chegou a um de seus piores índices de armazenamento desde sua criação, 3,2% da capacidade total.

O risco da ocorrência da situação atual chegou a ser observado em 2004, quando a permissão para a Sabesp retirar água do Sistema Cantareira foi renovada. O contrato assinado pela companhia previa em seu artigo 16 que ela deveria realizar em até 30 meses “estudos e projetos que viabilizassem a redução da sua dependência do sistema”.

O plano foi entregue pela Sabesp em 2006, mas o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e o Estado consideraram que ele “não atendia plenamente o anseio expresso no artigo”, o próprio governo então foi incumbido da responsabilidade da execução de estudos mais abrangentes.

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Energia e Saúde também afetados

A estiagem também traz prejuízos à produção energética brasileira. No país cerca de 80% da energia é proveniente das usinas hidrelétricas. Sem chuva os reservatórios das hidrelétricas também diminuem seu armazenamento reduzindo a produção de eletricidade. Itaipu, a maior usina hidrelétrica do mundo em operação, é responsável pela produção de cerca de 20% da energia consumida no Brasil. Para 2014, estimava-se uma queda na produção de até 9% em relação ao produzido pela usina em 2013.

A redução da produção de energia pelas hidrelétricas gera ainda outra consequência: o aumento da utilização das termoelétricas, que são mais poluentes e mais caras. Esta diferença, em particular a no preço, é sentida principalmente pelos consumidores nas contas de energia. As operadoras já usam um sistema de comunicação com os usuários indicando a origem e, consequentemente, os custos da energia distribuída por elas.

Além das consequências energéticas a estiagem também gera riscos à saúde da população. Já foi constatado o aumento no número de casos de malária e diarreia, doenças ligadas à qualidade da água consumida pelos moradores dessas regiões.

Que alternativas podem ser tomadas?

A política praticada pela Sabesp e pelo governo paulista mediante a situação atual é a bonificação dos consumidores que apresentam redução do consumo de água em pelo menos 30%. À curto prazo outra medida posta em prática é a retirada de água de poços artesanais.

Porém o Plano diretor de Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista aponta a necessidade de investimentos da ordem de R$ 4,0 bilhões até R$ 10,0 bilhões em novos reservatórios, captações e sistemas de transferência. Alternativas em longo prazo apontadas foram a retirada de água do Aquífero Guarani (descartada durante as análises) ou a busca em regiões mais distantes, como no Alto Paranapanema. A ampliação de algumas reservas também são apontadas como possíveis soluções.

Além dessas soluções uma das mais importantes medidas a serem tomadas é a conscientização da população. Todos devem se responsabilizar pelo bem que é uma necessidade de todos e, a partir de pequenas atitudes, iniciar uma preservação ainda maior das fontes de água. Atitudes que vão desde redução do consumo até o cuidado com os resíduos produzidos são necessárias para evitar que num futuro próximo ou até distante essa situação se agrave ainda mais.

Fonte:

GRANDELLE, Renato.Rede Globo ;Folha de São PauloBRANDT, Ricardo. LEITE, Fábio.Nível dos reservatórios de São PauloSEIBT, Taís.

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