Mão de obra brasileira alcança apenas 20% da produtividade norte-americana

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A produtividade da mão de obra na construção brasileira alcançou apenas 20,3% da dos EUA em 2013. Apesar de ligeira melhora quando comparado com 2003, no qual a relação era de 18,1%, a elevação foi muito inferior à conseguida pela China ou pela Índia, que apresentaram crescimento de 108,4% e 62,3%, respectivamente. No Brasil, a elevação foi de 20,6%.

Os dados constam de estudo do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP), elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a partir de uma análise de números da construção no Brasil e em 17 países, no período de 2003 a 2013.

Além de perder para a maioria dos países estudados, a construção no Brasil também tem problemas internamente: a produtividade é inferior à média da economia brasileira. Em 2003, a produtividade setorial era 32,5% inferior à média do país. Esse diferencial se manteve, ainda que com oscilações, tendo chegado a 31,7% em 2013.produtividade

Segundo o vice-presidente do SindusCon-SP, Francisco Vasconcellos, há um longo caminho a trilhar para garantir a elevação da produtividade da construção brasileira, reduzindo a diferença que nos separa dos países mais desenvolvidos. “Perdemos em questões logísticas, tributárias, com a instabilidade macroeconômica e de gestão.”

O sindicato lista os problemas a serem considerados: estrutura tributária, burocracia, custo do capital e previsibilidade (econômica e regulatória). E diante da piora do cenário econômico, o esforço para ganhar posições nesse ranking será ainda maior. “A produtividade da construção é um fator vital para a retomada do crescimento econômico brasileiro”, analisa Vasconcellos.

A estrutura tributária vigente no país introduz distorção com grandes impactos na produtividade. Mesmo tendo acesso a recursos e pleno domínio da técnica, a empresa poderá não utilizá-los por conta de distorções de natureza fiscal, afirma o SindusCon-SP. No Brasil, as disputas fiscais entre os estados interferem na localização de plantas e centros de distribuição de materiais de construção. Com isso, em muitos casos, são introduzidos custos e riscos logísticos desnecessários na tentativa de reduzir o ônus tributário.

A continuar no ritmo atual, o Brasil chegará ao último lugar da lista mundial. Se a produtividade da construção da China se manter no patamar dos últimos dez anos, ou seja, crescendo à taxa anual de 7,62%, e o Brasil crescer à taxa de 1,89%, em 2019 a produtividade chinesa já será maior que a brasileira.

Fontes:

SindusCon-SP

Obra24horas

 

 

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