Projetos Estruturais

Para alguns engenheiros, trabalhar com projetos estruturais é uma atividade fascinante, já que instiga o desafio de projetar algo de grande valor e que vai durar décadas, mas isso exige que o projetista tenha condições de encontrar a solução mais adequada para cada obra, garantindo a segurança, durabilidade e desempenho durante todos esses anos. Por causa disso, tanto estudantes quanto alguns profissionais já formados sentem uma certa insegurança para começar a atuar com projetos estruturais

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De maneira geral, uma construção é concebida para atender a determinadas finalidades. A sua implantação envolve a utilização dos mais diversos materiais: o concreto armado, as alvenarias de tijolos ou blocos, as esquadrias metálicas e de madeira, os revestimentos, o telhado, as instalações elétricas e hidráulicas, etc. Devem ser considerados vários aspectos no projeto de uma construção:
 • Projeto de Arquitetura – aspectos ligados à estética e à funcionalidade de uso;
 • Projeto de Estruturas – aspectos relativos à sua segurança;
 • Projeto das Instalações – aspectos que envolvem instalações elétricas e hidráulicas. 
Projeto Estrutural 
Normalmente, os materiais utilizados em uma construção podem ser divididos em dois conjuntos: 
• partes “resistentes” constituindo a estrutura da construção, responsável pela resistência e estabilidade da construção; 
• partes “consideradas não resistentes” constituindo o enchimento da construção, responsáveis pela forma e pelo aspecto da construção (as alvenarias, as esquadrias e os revestimentos). 
A estrutura é composta de elementos lineares (vigas e pilares), bidimensionais (lajes) e tridimensionais (blocos de estacas das fundações). O projeto estrutural, normalmente, compõe-se das seguintes etapas: 
• concepção estrutural 
• análise estrutural 
• síntese estrutural que se interagem para gerar o projeto da estrutura. 
Concepção estrutural 
Estabelecimento de um arranjo adequado dos vários elementos estruturais anteriormente definidos, de modo a assegurar que o mesmo possa atender às finalidades para as quais ele foi projetado. Consiste em atender simultaneamente, sempre que possível, aos aspectos de segurança, economia (custo e durabilidade) e aqueles relativos ao projeto arquitetônico (estética e funcionalidade). Na concepção estrutural é importante considerar o comportamento primário dos elementos estruturais:
 • laje – elemento plano bidimensional, apoiado em seu contorno nas vigas, constituindo os pisos dos compartimentos; recebe as cargas do piso transferindo-as para as vigas de apoio;
 • viga – elemento de barra sujeita a flexão, apoiada nos pilares e, geralmente, embutidas nas paredes; transfere para os pilares o peso da alvenaria apoiada diretamente sobre ela e as reações das lajes; 
• pilares – elementos de barra sujeita a compressão, fornecendo apoio às vigas; transfere as cargas para as fundações. 
Diretrizes gerais 
• atender às condições estéticas definidas no projeto arquitetônico; como, em geral, nos edifícios correntes, a estrutura é revestida, procura-se embutir as vigas e os pilares nas alvenarias;
• o posicionamento dos elementos estruturais na estrutura da construção pode ser feito com base no comportamento primário dos mesmos; as lajes são posicionadas nos pisos dos compartimentos para transferir as cargas dos mesmos para as vigas de apoio; as vigas são utilizadas para transferir as reações das lajes, juntamente com o peso das alvenarias, para os pilares de apoio (ou, eventualmente, outras vigas), vencendo os vãos entre os mesmos; e os pilares são utilizados para transferir as cargas das vigas para as fundações; 
• a transferência de cargas deve ser a mais direta possível; deve-se evitar, na medida do possível, a utilização de apoio de vigas importantes sobre outras vigas (chamadas apoios indiretos), bem como, o apoio de pilares em vigas (chamadas vigas de transição); 
• os elementos estruturais devem ser os mais uniformes possíveis, quanto à geometria e quanto às solicitações; as vigas devem, em princípio, apresentar vãos comparáveis entre si; 
• as dimensões contínuas da estrutura, em planta, devem ser, em princípio, limitadas a cerca de 30 m para minimizar os efeitos da variação de temperatura ambiente e da retração do concreto; em construções com dimensões em planta acima de 30 m, é desejável a utilização de juntas estruturais ou juntas de separação que decompõem a estrutura original, em um conjunto de estruturas independentes entre si, para minimizar estes efeitos; 
• a construção está sujeita a ações (por exemplo o efeito do vento) que acarretam solicitações nos planos verticais da estrutura; estas solicitações são, normalmente, resistidas por “pórticos planos”, ortogonais entre si, os quais devem apresentar resistência e rigidez adequadas; para isso, é importante a orientação criteriosa das seções transversais dos pilares; também, é importante lembrar, a necessidade da estrutura apresentar segurança.
Fonte:
Autor: Felipe Moreira
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