Os desafios das usinas para produção de energia fotovoltaica no Brasil

No começo do ano, um relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial colocou o Brasil entre os 30 países em que o preço da energia solar se tornou menor do que o montante financeiro gerado pelo consumo de combustíveis fósseis. O portal StartSe analisou o significado desse novo dado como um grande avanço para o país, pois será a oportunidade para trocar uma energia poluente por opções que trazem melhorias significativas para a qualidade de vida das pessoas e diminuem o impacto ambiental. Contudo, ainda existem desafios para produção de energia fotovoltaica que precisam ser superados para o Brasil alcançar o patamar de especialista.

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A geração de energia fotovoltaica é relativamente recente e, por isso, os processos utilizados ainda estão evoluindo lentamente em relação às tecnologias específicas. Um dos principais pontos que precisam ser aprimorados diz respeito ao uso de matérias primas. Atualmente, um dos materiais mais populares no processo fotovoltaico é o silício, porém a produção de células de conversão fotovoltaica a base deste componente, a mais usada em usinas fotovoltaica para geração de maiores blocos de energia, ainda não está disponível no Brasil. O fato do país não dominar essa tecnologia, acaba impondo alguns freios nos projetos das usinas, como o aumento dos custos de investimento e o próprio processo de fornecimento, pois o material precisa ser importado (que pode implicar em atrasos, ou seja, mais custos).

Outro ponto a ser discutido é a formação dos profissionais brasileiros que podem tomar a frente na produção de energia fotovoltaica. Apesar do esforço das universidades na formação de especialistas para atender a demanda, ainda há falta de engenheiros com experiência na área de geração elétrica, que é nova e está em fase de expansão. Sobre a formação de um projetista experiente, além dos conhecimentos adquiridos na vivência acadêmica, é preciso tempo de aprendizado prático na execução de projetos específicos. Para isso, é preciso que haja uma contrapartida em investimentos que permitam a evolução desse profissional em projetos reais. Também é preciso considerar duas práticas que devem ser superadas: o alto nível de importação de componentes e, muitas vezes, de projetos completamente prontos, que prejudicam a aquisição de experiência técnica dos brasileiros.

Uma boa notícia é a implantação da produção de célula orgânica numa primeira fábrica em Minas Gerais, a partir do resultado de um convênio com empresa privada brasileira e um centro de pesquisas francês. O que é uma alternativa não só para viabilizar mais projetos de geração fotovoltaica, inclusive em plantas de pequeno porte, como também de promover oportunidades para o crescimento de profissionais especialistas no Brasil.

Energia fotovoltaica no Brasil: esforços para o crescimento

Não se deve esquecer, que a produção de energia fotovoltaica em escala comercial no Brasil é bastante recente, mas tem perspectivas consideráveis de crescimento em médio prazo. Há o contratempo do custo de investimento inicial, que ainda é alto, a regulamentação e a legislação, que estão em fase de implantação e aperfeiçoamento, embora já existam esforços iniciais para reverter a situação e que tendem a ser aprimorados ao longo do tempo. É notável o empenho governamental em fomentar o aumento de projetos de geração de energia fotovoltaica por meio de leilões específicos para esse tipo de produção, mas é preciso avaliar como aumentar as inscrições para esses eventos, principalmente por conta do custo elevado do megawatt-hora, o que torna o investimento ainda pouco rentável.

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Laboratório de Energia Solar / UFRGS

De acordo com dados do StartSe há um grande interesse em investimentos em nível mundial. Em média, são destinados US$ 300 bilhões anuais em energia renovável. A China ocupa uma fatia de US$ 100 bilhões, a Europa é responsável por US$ 48 bilhões e os norte-americanos estão aplicando US$ 44 bilhões. No Brasil, os investimentos estão em torno de US$ 7 bilhões. Segundo a análise dos dados, é um mercado promissor para empreendedores que estão focados em tecnologias específicas para área.

Nesse sentido, já há alguns investimentos em plantas pilotos para fins de pesquisa com participação de empresas nacionais e estrangeiras. Contudo, ainda é preciso expandir o número dessas iniciativas. Na questão dos módulos solares, há um movimento inicial, embora tímido, em recursos para pesquisas em universidades. Sendo que, conforme um dos primeiros desafios que apresentamos acima, uma das opções em relação à célula de silício para produção dos módulos solares é a célula orgânica, o que é de grande valia para pequenas instalações de geração, como a predial.

Fonte: Maisengenharia

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