Tratamento superficial e micro-revestimento

Uma das grandes áreas de atuação do Engenheiro Civil é a que concerne à construção, operação e manutenção de vias. Tais profissionais podem atuar desenvolvendo o projeto, executando a obra e, ainda, fazendo a gerência do pavimento.

Quando desgastado, o revestimento asfáltico precisa ser recuperado. Assim, há diversas soluções para tal recuperação, entre elas destaca-se o TRATAMENTO SUPERFICIAL POR PENETRAÇÃO À FRIO e o MICRORREVESTIMENTO ASFÁLTICO À FRIO.

  1. TRATAMENTO SUPERFICIAL POR PENETRAÇÃO À FRIO
  • Conceito

Levando em consideração o que foi exposto em sala de aula e o conceito definido por Larsen (1985), tratamento superficial por penetração é um revestimento flexível de pequena espessura, executado por espalhamento sucessivo de ligante betuminoso e agregado, em operação simples ou múltipla, direta ou invertida.

TSS – tratamento superficial simples

TSD – tratamento superficial duplo

TST – tratamento superficial à fria

Convencionalmente, denomina-se por “penetração invertida” o tratamento que é iniciado pela aplicação do ligante. Já o termo “penetração direta” foi introduzido para Melhor identificar os tratamentos executados em acostamentos com emulsões de baixa viscosidade, em que há necessidade de se iniciar por um espalhamento de agregado para evitar o escorrimento do ligante.

  • Materiais empregados

Para a execução de tal revestimento usa-se, comumente, cimentos asfálticos ou emulsões asfálticas, atualmente sendo usados também ligantes modificados por polímero ou por borracha de pneus.

Ademais, visando uma melhor interação entre agregado e ligante, usa-se brita de graduação uniforme.

  • Aplicações
  • Proporcionar uma camada de rolamento de pequena espessura, porém de alta resistência ao desgaste;
  • Impermeabilizar o pavimento e proteger a infraestrutura do pavimento
  • Proporcionar um revestimento antiderrapante
  • Proporcionar um revestimento de alta flexibilidade que possa acompanhar deformações relativamente grandes de temperatura
  • Etapas construtivas

1 – Aplicação do ligante asfáltico: sobre a base imprimada, curada isenta de material solto (se necessário faz-se a varredura prévia), aplica-se um banho de asfalto com carro-tanque provido de barra espargidora, em taxa pré-definida num projeto de dosagem.

2 – Espalhamento do agregado: após a aplicação do ligante, efetua-se o espalhamento dos agregados, de granulometria especificada, em taxa previamente escolhida, de preferência com caminhões basculante.

3 – Compactação: após o espalhamento dos agregados, é iniciada a compressão do mesmo sobre o ligante para promover o tombamento e alinhamento dos agregados e sua aderência completa ao substrato, com rolo liso ou pneumático.

  • Vantagens e desvantagens

Vatagens:

Baixo custo, dado que os materiais aplicados são simples

Desvantagens:

Aplicação mal projetada

Dada a pequena espessura, o revestimento acompanha a geometria da via totalmente de modo que não se aplica em correção de trilhas de roda.

2 MICRO-REVESTIMENTO ASFÁLTICO À FRIO

2.1 Conceito

O micro-revestimento é um revestimento betuminoso modificado por polímeros, de espessuras delgadas, constituídos de elementos minerais (agregados) de dimensões reduzidas, de elevada superfície específica, necessitando de relativo teor de ligante asfáltico (aglutinante) para o envolvimento de todas as partículas minerais, resultando um composto de alta resistência ao desgaste por abrasão, de baixa permeabilidade e anti-derrapante.

2.2 Materiais e equipamentos empregados

Utiliza-se material de enchimento (filler), emulsão asfáltica modificada por polímero do tipo SBS, água e aditivos se necessário.

O micro-revestimento asfáltico a frio é aplicado com um equipamento específico, denominado de usina móvel de micro, constituído de silos de agregados, de filler, de fibras, tanques de emulsão, de água e de aditivo líquido, um misturador de eixo duplo e paletas (pug-mill), montados sobre chassi, e uma caixa distribuidora dotada de eixos helicoidais para promover a constante homogeneidade da mistura asfáltica em seu estado fluido.

A ausência desta misturação (complementar) junto à caixa distribuidora pode promover a ruptura da emulsão asfáltica (fenômeno denominado “ruptura por inércia”), impossibilitando a aplicação da mistura asfáltica.

2.3 Aplicações

  • Impermeabilizar revestimentos antigos com desgaste superficial;
  • Proteção de revestimentos recentes de graduação aberta;
  • Selar fissuras (<3mm) e melhoria estética de pavimentos antigos;
  • Elevar o coeficiente de atrito (pneu/pavimento/rugosidade);
  • Revestimento delgado sobre pavimento/preservação do greide da pista;
  • Camada auto-aderente ao pavimento subjacente, salvo necessidade de pintura ligação quando recomendada;
  • Enchimento (nivelamento de trilhas de rodas / <2cm);
  • Prolongar período de vida útil dos pavimentos asfálticos.

2.4 Vantagens e desvantagens

Algo que configura grande vantagem ao micro-revestimento é a possibilidade de nivelamento de trilhas de rodas, o que não ocorre com os tratamentos superficiais.

 

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