Como são feitos os Projetos de Armaduras Metálicas?

No processo de elaboração do projeto estrutural, o detalhamento das armaduras é a última etapa a ser realizada. Antes disso, os calculistas trabalham a pré-fôrma. Para sua elaboração são necessárias quatro informações básicas do empreendimento: o projeto básico de arquitetura, a sondagem do terreno e os levantamentos planialtimétricos do terreno e dos vizinhos. Essa pré-fôrma será depois discutida e negociada entre construtor, calculista e arquiteto. Nesse momento, alterações são feitas de maneira a compatibilizar posições de elementos estruturais, portas, janelas, instalações hidráulicas e elétricas, vagas de garagens, entre outros. Ajustes finos de alturas de vigas e lajes também são definidos e, como conseqüência, surgem números bastante próximos do consumo final dos materiais que compõem a estrutura, inclusive do aço. Com o pré-projeto aprovado, as armaduras já podem ser projetadas.

Para fazer uma armação de qualidade, temos que prestar atenção na posição, quantidade, bitola e espaçamento. Uma armação errada, trocando ou deixando de colocar algumas posições, compromete a peça estrutural que foi dimensionada ou, ainda, acrescentando posições não previstas, gastará aço de outras posições, o que aumenta o custo.

Assim, para eliminar as dúvidas veja os quadros abaixo que mostram passo a passo o que significa cada informação de projeto.

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Caso o construtor opte pela utilização de aço cortado e dobrado no canteiro, o papel do projetista é ainda mais importante. O detalhamento do projeto de armaduras pode implicar diretamente a minimização de perdas de material, já que as matérias-primas são barras padronizadas de 12 m de comprimento. O professor do departamento de construção civil da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Luís Otávio Cocito de Araújo, afirma ainda que o projeto não chega em sua forma original para o funcionário que realizará o corte e dobra. “Normalmente, o encarregado faz o ‘rascunho’ do projeto para o operário”, explica. Dessa forma, sugere que seria interessante que os projetos incluíssem um plano de corte das barras, orientando ao usuário a ordem das peças a serem cortadas, evitando desperdício de material. Além disso, ele lembra que o projeto pode ser elaborado em busca de ganho de produtividade. E exemplifica: “O projetista pode detalhar o estribo de duas formas, um quadrado fechado ou como duas barras em formato de ‘U’ “. Só que, na obra, os armadores têm preferência pela peça quadrada mais simples, cuja montagem é menos trabalhosa e garante maior produtividade”. Outro ponto a que o construtor deve estar atento, alerta Araújo, são as perdas incorporadas ao material. “Como ele paga por quilo de aço, o engenheiro deve, no recebimento, pesar o feixe de barras que recebe, contar o número de barras desse feixe e verificar a densidade do material”, aconselha, afirmando que, com esses parâmetros, ele pode constatar se as barras estão conformes.

Fontes: Equipe de Obra / Techné / Pedreirão

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