Estátua da Liberdade: a Engenharia dos Grandes Monumentos

Além de muitas vezes representarem pontos turísticos, levando beleza, cultura e arte para as cidades, os grandes monumentos envolvem muita engenharia para a sua construção, principalmente os mais antigos. Grande exemplo disso é a Estátua da Liberdade, grande símbolo da cidade de Nova York.

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O Monumento à Liberdade (ou Estátua da Liberdade) foi construída entre os anos de 1875 e 1886, como um presente da França aos EUA pelo centenário da independência americana. A fim de representar a grandiosidade das terras americanas para os que ali chegassem, o escultor Frédéric-Auguste Barthold idealizou o monumento até hoje localizado na ilha da Liberdade, no porto de Nova  York.
Sua construção contou com a colaboração de Gustave Eiffel, engenheiro especializado em estruturas de ferro. Para a sustentação da estátua, ele sugeriu uma estrutura com uma torre central em ferro, firmemente ancorada no pedestal, e ela consistiria em um andaime de ferro com reforços diagonais. A esse esqueleto seria acoplada uma estrutura secundária, mais próxima da forma da estátua, de onde sobressairiam diversas barras de ferro, planas e flexíveis, que se ligariam com o que podemos chamar de “pele” do monumento.
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Essa “pele” foi constituída por 300 pranchas de cobre norueguês, moldadas manualmente e unidas com rebites, somando 80 toneladas. Inicialmente, Bartholdi fez diversos modelos em argila, e depois em gesso até chegar ao cobre, em chapas bem finas com 2,3 mm de espessura. A estátua foi montada, provisoriamente, no pátio do ateliê onde fora modelada, e somente em 1885 o monumento de 46,5 metros e com quase 225 toneladas foi enviado para Nova York, desmontado e acondicionado em 214 caixas
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O pedestal  da estátua, porém, só ficou pronto em 1886. O seu projeto consistia em um sólido simples com vagas influências egípcias, de 27 metros de altura e fundações de 20 metros, de autoria do arquiteto norte-americano Ricardo Morris Hunt. Os pilares foram erguidos em torno das paredes de um antigo forte, que recebeu como enchimento um imenso volume de concreto.
O ferro da estrutura reagiu, eletroliticamente, com o cobre da “pele” da estátua, o que causou sérios danos à estrutura até a década de 1980, que ainda foi agravado pela penetração da água da chuva nas chapas de cobre que se dilataram com o tempo, formando aberturas entre elas. Para sanar o problema, a estrutura do monumento foi trocada por aço inoxidável, o que levou um ano. Ao todo, foram trocados 3000 metros de barras da estrutura.
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Na época em que foi construída, a estátua da liberdade era o monumento mais alto do mundo, com 92 metros, sendo capaz de oscilar 7,5 cm com um vento de 80 km/h, como um ótimo exemplo da combinação entre resistência e flexibilidade.
Fontes:
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