Aplicação de estruturas metálicas em edifícios de múltiplos andares? Dá certo?

Seguindo a tendência mundial, onde há décadas faz-se o uso de estruturas metálicas em edificações de múltiplos andares, o Brasil, embora atrasado, finalmente despertou para o grande mercado da construção civil industrializada. Graças às privatizações das empresas do setor produtivo do aço, novas políticas empresariais foram implementadas visando adaptações de seus departamentos técnicos e de marketing, no atendimento das necessidades deste novo segmento.

Concomitantemente ao desenvolvimento da industria do aço, e a exemplo do que ocorre nos países mais desenvolvidos, foram criadas empresas nacionais e de capital estrangeiro, para fornecimento de produtos e serviços complementares a este tipo construtivo industrial.

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Hoje podemos assegurar que o Brasil possui um parque industrial de primeira qualidade, que juntamente com as empresas de engenharia consultiva e de serviços, podem se igualar aos seus similares estrangeiros, fazendo da construção metálica de um modo geral, um dos baluartes da arquitetura industrial nacional.

Vantagens das estruturas metálicas em edifícios

A cada obra, mais e mais vantagens decorrentes da utilização das estruturas metálicas são aferidas. Dentre outras as mais importantes são:

· Maior liberdade no projeto arquitetônico com utilização de vãos livres maiores
· Alívio nas fundações em até 30% e conseqüente redução nos custos
· Organização total no canteiro de obra
· Garantias de níveis e prumos. A construção convencional trabalha ao centímetro, enquanto a construção metálica tem a precisão do milímetro
· Racionalização de materiais e mão-de-obra. A obra transforma-se num processo industrial contínuo e de fácil controle
· Menores custos administrativos
· Redução de acidentes
· Melhor qualidade da obra devido aos processos mecanizados
· Flexibilidade na construção: montagem e desmontagem mais rápidas
· Escadas pré-fabricadas utilizadas durante a obra
· Menor prazo de execução e retorno financeiro antecipado
· Compatibilidade com outros sistemas construtivos industrializados
· Otimização do “grid” da obra
· O aço é 100% reciclável

É de suma importância enfatizar que, comparativamente, as obras que utilizam procedimentos industrializados, proporcionam menor custo global, embora em alguma etapa, haja discrepância de valores com a construção convencional.

Assim sendo, os estudos comparativos devem ser feitos levando-se em conta a edificação pronta, e não somente uma etapa ou segmento desta, (por exemplo: não se deve comparar custos entre o esqueleto metálico e o seu similar em concreto armado).

Um exemplo nacional

Como exemplo de sucesso nacional, dentre as centenas de obras prediais modernas, executadas com estruturas metálicas, podemos citar a construção do Hotel Internacional
de Guarulhos – S.P. da rede Caesar Park, inaugurado em 2001.

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Podemos concluir que, embora tratando-se de uma edificação de finíssimo acabamento, como assim o exige a qualificação de hotéis cinco estrelas, a obra foi executada num prazo record de 1 ano e três meses, somente possível, graças ao alto grau de industrialização dos materiais empregados. Tal prazo jamais seria possível numa construção convencional.

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Custos

Atualmente no Brasil, o custo nas construções convencionais de edificações de múltiplos andares, tem se dividido nas seguintes proporções:

· 40% custo de mão de obra direta ou indireta;
· 60% custo de materiais.

Sabemos também que, para a realização de uma determinada operação, o custo global da mão de obra em campo é pelo menos, duas vezes maior do que em uma indústria, tomando- se como base de avaliação, a produtividade. Portanto, a construção industrializada, traz consigo, possibilidade de reduções dos custos nestes dois aspectos:

· Diminuição ao máximo das operações construtivas em campo, com conseqüente redução do número de homens/hora;
· Projeto inteligente, para racionalização e utilização de materiais de melhor qualidade e de menores preços.

Assim sendo, e conforme já falamos anteriormente, os custos globais de uma construção industrializada, via de regra, são inferiores ao de uma construção convencional.

Estes devem ser avaliados, tomando-se todos os aspectos da obra, desde o planejamento, o projeto e a especificação e aquisição dos materiais, a mão de obra no canteiro, o gerenciamento e a construção propriamente dita. Numericamente, em certos tipos de sistemas construtivos, a construção industrializada metálica, pode levar a uma economia de até 25%.

Fonte: Metálica

 

A função social do engenheiro quando o assunto é saneamento básico.

O crescimento exponencial tecnológico atingido nas últimas décadas é sem dúvidas o maior legado das grandes pesquisas e investimentos na ciência. No entanto, é lamentável que este crescimento tenha se dado de forma não conforme, se compararmos as várias regiões do nosso país, criando zonas habitadas que não sustentam o mínimo de dignidade para a condição da vida humana.

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Por que a Torre de Pisa é inclinada?

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Por ter sido construída sobre um terreno de argila e areia, materiais pouco firmes para sustentar uma edificação daquele porte. Projetada para abrigar o sino da catedral de Pisa, no norte da Itália, a torre foi iniciada em 1173: seus três primeiros andares mal tinham acabado de ser erguidos quando foi notada uma ligeira inclinação, devido ao afundamento do terreno e ao assentamento irregular das fundações.

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Graute: O que é? Quais Vantagens, Tipos e Aplicações ele apresenta?

Com composição e função que se diferenciam do concreto, material é adequado para preencher vazios de concretagem.

graute é um tipo de concreto ou argamassa de alta resistência utilizado para preencher vazios de concretagem, também conhecidos como bicheiras. Seu grande diferencial é a consistência fluida, que dispensa o adensamento com vibrador. Essa característica decorre de sua composição – as britas, por exemplo, são de pequena dimensão (agregados miúdos), enquanto a quantidade de cimento Portland é até cinco vezes superior à utilizada na mistura do concreto convencional. O graute recebe, ainda, aditivos superplastificantes, que ajudam a equilibrar a quantidade de água no traço, sem comprometer o desempenho do material.

O produto também se destaca por alcançar alta resistência inicial e final em curto período, liberando rapidamente as fôrmas e a estrutura. Outra vantagem do material é que ele assegura maior proteção contra os efeitos da corrosão, pois possui baixa permeabilidade. Além disso, garante melhor acabamento e proporciona boa trabalhabilidade e performance elevada, mesmo em severas condições de aplicação.

Por apresentar essas condições, o graute pode ser utilizado em outras aplicações, como preenchimento de colunas de alvenaria estrutural; reforço e recuperação de estruturas; encamisamento; fixação de máquinas e equipamentos a uma base (para suportar a distribuição de cargas uniformes) e até mesmo ancoragem e chumbamento de tirantes e fixadores.

Principais componentes do graute:

  • Cimento Portland;
  • Adições minerais: pozolanas, sílica ativa, filler calcário ou cargas minerais;
  • Aditivos em pó: superplastificantes, aditivos antilavagem dos finos e expansores retentores de água;
  • Agregados (areia e pedrisco): de origem quartzosa, granitos ou areia de sílica;
  • Polímeros (acrilatos ou SBR).

Tipos de graute

O mercado classifica os grautes em dois tipos. O primeiro é à base mineral, ou cimentício, que é destinado a uso geral em construções e indústrias; obras de reparo; aplicações submersas; injeções (com agregados menores que 75 mícrons); e execuções sob altas temperaturas.

Já o segundo é de base orgânica, ou de resinas, aplicado em situações específicas que pedem alta aderência, resistência mecânica a ataques químicos e a óleos, além de boa capacidade para absorver vibrações. Também é utilizado para grauteamento de túneis e cabos de protensão, bem como em grauteamentos geotécnicos.

Industrializado é mais seguro

Para obter melhores resultados na aplicação – principalmente em casos de reparo estrutural, que necessitam de maior resistência – recomenda-se o uso do graute industrializado. Ele chega pré-misturado, exigindo apenas a adição de água. É, também, uma solução mais homogênea, além de passar por um rigoroso controle de qualidade em sua fabricação. De qualquer maneira, é indicado especificar fabricantes reconhecidos no mercado.

Fonte: Mapa da obra

Coprocessamento: Cimento Vs. Sustentabilidade

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A crescente geração de resíduos industriais e urbanos, que acompanha o desenvolvimento do País, exige uma busca constante de soluções ambientalmente adequadas para o manejo e a destinação correta de materiais inservíveis. A indústria de cimento desenvolve uma opção para eliminar por completo materiais descartados e resíduos de diversas atividades industriais. O coprocessamento em fornos de cimento se apresenta como uma alternativa de destruição ambientalmente adequada para uma variedade de resíduos, incluindo os sólidos urbanos. A tecnologia consiste na destruição térmica dos resíduos com a substituição parcial da matéria-prima e/ou do combustível. Somente em 2011, foram coprocessadas 1,16 milhão de toneladas de resíduos por meio dessa tecnologia.

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O céu não é limite! Conheça as mais recentes inovações para elevadores.

Com o passar dos anos, as aglomerações humanas foram crescendo a tal ponto que a única alternativa encontrada pelos urbanistas de acomodar mais e mais pessoas nas grandes cidades foi à verticalização. Esse desafio se mostrou difícil a partir do momento que os edifícios construídos eram mais e mais altos. Foi preciso encontrar, então, um jeito novo e eficiente de levar os usuários rapidamente aos seus devidos destinos. E foi assim, no final do século XIX, que Elisha Graves Otis e Werner von Siemens lançaram as primeiras inovações para elevadores de passageiros, que mudaram radicalmente os rumos da construção civil.

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Como foi construído o Eurotúnel, o Maior Túnel Submarino do Mundo?!

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Com furadeiras gigantes que escavaram a terra abaixo do leito marítimo. Inaugurado em 4 de maio de 1994, o túnel liga Folkestone, no sul da Inglaterra, a Coquelles, no norte da França, passando por baixo do Canal da Mancha. Possui 50,5 km de extensão, dos quais 37,9 estão abaixo do mar – seu ponto mais baixo fica a 75 m de profundidade. A megaobra empregou 13 mil trabalhadores e levou seis anos para ficar pronta – tempo relativamente curto para um trabalho tão grande. O projeto já era pensado desde 1802, quando o engenheiro francês Albert Mathieu propôs a construção de um túnel para carruagens com uma ilha no meio para troca dos animais. A ideia de uma ligação entre os países foi descartada pela Inglaterra na época, que temia ficar vulnerável à invasão de inimigos.

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