Holedeck: sistema de laje inovador que economiza 55% mais concreto que o tradicional

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Já ouviu falar no Holedeck? Que tal optar por algo além do tradicional? Todo engenheiro sabe que escolher os melhores materiais é primordial na hora de construir. Qualquer problema sério é inadmissível em um projeto, que deve ser seguro do início ao fim – além de durar muito tempo.

Mas será que dá para economizar com opções resistentes e duráveis, tão eficientes quanto o tradicional? Com certeza! É o caso do Holedeck, um sistema de laje inovador que gasta 55% menos de concreto que aquele usado há tempos nas construções. Incrível, não é?

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Como funciona o Holedeck?

O Holedeck é um sistema de lajes grelhadas e finas criado pelo empresário espanhol Alberto Alarcón. Com duas espessuras diferentes de telhas – 300 e 450 milímetros -, é bem completo e acomoda sistema de iluminação, dutos e outros equipamentos mecânicos em torno de sua estrutura.

Segundo o responsável, ele usa uma forma inovadora que pode ser considerada essencialmente uma atualização do tradicional sistema de grade, ou seja, uma ideia de otimizar e gastar menos nas construções. Seu formato modular permite a criação de aberturas no topo da laje, fazendo com que os sistemas mecânicos sejam ligados verticalmente e favorecendo ainda o desempenho acústico do ambiente.

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Considerado sustentável e menos agressivo, é ideal para edifícios altos. Mas sua característica principal é o fato de gastar menos da metade do que um sistema tradicional: até 55% de economia, segundo testes realizados pela empresa de Alarcón. Além disso, o sistema tem uma manutenção mais fácil, com limpeza frequente e mais eficaz – um problema do método antigo.

Os resultados são tão impressionantes que o projeto foi até premiado no CTBU 2015 na categoria Inovação. De acordo com especialistas, o Holedeck deverá ser visto nas construções por aqui em breve. É bacana quando as pessoas encontram alternativas incríveis e satisfatórias para melhorar os projetos, não é?

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Fonte:

Blog da Engenharia

Lean Construction: história, princípios e exemplos

No decorrer da história, a construção civil passou por diversas transformações. Acompanhando os avanços tecnológicos de cada época, a forma de se construir foi absorvendo inovações e conceitos de outros âmbitos sociais, o que permitiu o aprimoramento das técnicas usadas no canteiro de obra.

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No Brasil, a partir da década de 80, observou-se uma tendência de aplicação de ferramentas da Gestão de Qualidade Total (Total Quality Management – TQM). As empresas de construção se voltaram para isso visando melhorar os processos produtivos, além de obter a ISO 9000.

Por esse motivo, a partir dos anos 90 um novo referencial teórico foi desenvolvido para a gestão de processos na construção civil, objetivando adaptar alguns conceitos e princípios da Gestão da Produção ao setor. Esse conceito, conhecido como Lean Construction (Construção Enxuta), tem sua origem no trabalho Application of the new production philosophy in the construction industry, do finlandês Lauri Koskela (1992) e se baseia na filosofia de Lean Production.

No entanto, o Lean Production tem suas raízes bem antes disso, por volta dos anos 50, a partir de três filosofias básicas: o próprio TQM, a produção puxada e o Just in Time (JIT). Naquela época, a teoria do Lean Production foi aplicada com bastante sucesso no setor automobilístico pela Toyota.

bl1Em resumo, o Lean Construction significa construir nos mais avançados padrões tecnológicos, eliminando desperdícios, aumentando a capacidade de produção, dando mais qualidade e garantindo prazos de entrega. Do ponto de vista da aplicação prática, o IGLC (International Group of Lean Construction) tem buscado implementar sistemas de informação e novas ferramentas que viabilizem a estabilização do ambiente produtivo, enfocando a antecipação de problemas e surpresas, ao invés de tentar conviver com ambientes de elevado grau de incerteza.

A Construção enxuta está diretamente ligada ao conceito de Just in Time. Com este sistema, o produto ou matéria prima chega ao local somente no momento exato em que for necessário, ou seja, não existe estoque parado.

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Além dos conceitos básicos, a Construção enxuta apresenta um conjunto de princípios para a gestão de processos, alguns do quais estão apresentados a seguir, com base no trabalho de Koskela:

Reduzir a parcela de atividades que não agregam valor

Este é um dos princípios fundamentais da Construção Enxuta, segundo o qual a eficiência dos processos pode ser melhorada, e as perdas reduzidas pela eliminação de algumas das atividades de fluxo.

Exemplo: o emprego de um simples dispositivo de suporte do mangote utilizado no bombeamento de argamassa permite que o servente realize uma atividade que agregue valor, como espalhar a argamassa, em vez de simplesmente segurar o mangote ou fazer outras atividades auxiliares a pedido do pedreiro.

Cabe salientar que a eliminação de atividades de fluxo não deve ser levada ao extremo, pois algumas delas são vitais para a eficiência global do processo.

Reduzir a variabilidade

Do ponto de vista da gestão de processos existem duas razões para a redução de variabilidade. Primeiro, para o cliente, um produto uniforme traz em geral mais satisfação, pois a qualidade do produto efetivamente corresponde às especificações pré-estabelecidas. Em segundo lugar, a variabilidade tende a aumentar a parcela de atividades que não agregam valor e o tempo necessário para executar um produto, pois interrompe os fluxos de trabalho e pode gerar retrabalho ou rejeitos, caso o cliente não aceite os produtos fora das especificações.

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Essa variabilidade que deve ser reduzida consiste tanto na variabilidade nos processos anteriores – relacionada aos fornecedores do processo, como blocos de cerâmica com grandes variações dimensionais –, quanto na variabilidade durante o processo, ou seja na execução do mesmo, e também na demanda, ligadas a desejos e necessidades de mudanças no projeto que o cliente venha a ter.

Exemplo: com um procedimento padronizado de execução de instalações hidrossanitárias pode-se reduzir o surgimento de vazamentos posteriores, eliminando-se, assim, a incidência de retrabalhos.

Reduzir o tempo de ciclo

A redução do ciclo é um princípio que tem origem na filosofia Just in Time. O tempo de ciclo pode ser definido como a soma de todos os tempos (transporte, espera, processamento e inspeção) para produzir um determinado produto. A aplicação deste princípio traz diversas vantagens. Dentre elas, podemos citar a entrega mais rápida ao cliente e a diminuição de erros, visto que os mesmos aparecem mais rapidamente e podem ser identificados e corrigidos.

A redução do tempo de civlo envolve uma série de ações, tais como: a eliminação de atividades de fluxo que fazem parte do ciclo de produção; a concentração do esforço de produção em um número menor de unidades (lotes menores) por meio do planejamento e controle da produção; e a mudança nas relações de precedência entre atividades, eliminando interdependências entre as mesmas de forma que possam ser executadas em paralelo.

Simplificar reduzindo o numero de passos ou partes

Este princípio é freqüentemente utilizado no desenvolvimento de sistemas construtivos racionalizados. Quanto maior o número de subdivisões em um processo, maior o número de processos que não agregam valor. Isso ocorre em função das tarefas auxiliares de preparação e conclusão em cada passo (montagem de andaimes, limpezas, dentre outros).

Exemplo: Uma forma de simplificar esses processos é a utilização de pré-fabricados, reduzindo, assim, o número de etapas para a execução de um elemento da edificação.

Aumentar a transparência do processo

O aumento da transparência do processo tende a tornar os erros mais fáceis de serem identificados no sistema de produção, ao passo que aumenta a disponibilidade de informações necessárias para a execução das tarefas, facilitando o trabalho.

Exemplo: a remoção de obstáculos visuais, tais como divisórias e tapumes, torna a construção mais visível, o que facilita a visualização de erros e a identificação de informações.

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Aliado ao planejamento, o Lean faz com que se produza mais com menos e percebe-se que juntos, eles conseguem coordenar a distribuição das atividades e materiais, fatores fundamentais para um equilíbrio eficaz do processo produtivo na construção civil, de modo a obter o aproveitamento máximo da capacidade de mão de obra, materiais e equipamentos. As ferramentas do Lean são apenas teorias até que sejam usadas. O mais importante é serem bem aplicadas, nas situações adequadas e de forma sistemática para que se elimine desperdícios e melhore continuamente as aptidões dos colaboradores e o desempenho da obra.

Fontes: TecHoje, Téchne, CRolim

Concreto projetado para túneis

O uso do concreto projetado para o revestimento de túneis não é uma solução nova. Nos últimos anos, contudo, tem adquirido maior importância dado o avanço dos métodos de aplicação e de controle do concreto. Normalmente empregado em túneis com escavação manual ou túneis mineiros, mais conhecidos como New Austrian Tunnelling Method (NATM), o concreto projetado pode ser útil tanto nos casos de túneis em solos, quanto em rocha, sempre que houver a necessidade de suportar o maciço em curto prazo. As aplicações se destinam desde o revestimento primário de túneis até o revestimento definitivo, em substituição à solução tradicional de revestimento final em concreto moldado in loco.

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Robô da Putzmeister projeta 20 m³/h de concreto, o equivalente a três betoneiras, na concretagem da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca – Ipanema), no trecho entre a Barra e a Gávea

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Porcelana destinada ao descarte vira argamassa

Novo material oferece resistência e economia

Chega a 30 mil toneladas por ano a produção brasileira de isoladores elétricos de porcelana de alta e baixa tensão para distribuição de energia, equipamento utilizado em postes de iluminação, usinas hidrelétricas e, até mesmo, em residências como isolante de eletricidade. Deste montante, 75% são destinados às substituições das peças que perdem a sua função isolante.

A questão, no entanto, é que o corpo metálico do isolador é reaproveitado para outras finalidades, enquanto que a parte de porcelana é descartada de forma inadequada em terrenos baldios, beiras de estrada e outros locais. Essa situação levou o engenheiro civil Marco Antonio Campos a realizar ensaios que permitiram adicionar resíduo da porcelana que seria descartado na natureza, em misturas que resultaram em novos tipos de concreto e argamassa.

Os experimentos deram certo. Campos obteve um material vantajoso do ponto de vista de resistência e economia. Os dados constam da dissertação de mestrado apresentada na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC), que foi orientada pela professora Ana Elisabete P. G. A Jacintho.

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Participação da construção no PIB nacional atinge 8,1%

Entre 2009 e 2010, o valor adicionado da cadeia produtiva do setor cresceu 15,3% acima do INCC

Durante o ano de 2010, a cadeia produtiva da construção civil no Brasil passou a representar 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Em valores absolutos, o total gerado pela cadeia produtiva foi de R$ 297,6 bilhões. Entre 2009 e 2010, o valor adicionado do respectivo segmento cresceu 15,3% acima do Índice Nacional de Custos da Construção (INCC).

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Preço do metro quadrado atinge R$ 800 em julho

Assim como em junho, construir ficou mais caro no Brasil em julho. O preço médio do metro quadrado construído ficou, pela primeira vez neste ano, em R$ 800,02 no mês passado, de acordo com o INCC (Índice Nacional da Construção Civil), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (5). Em geral, os custos da construção aumentaram 0,55% em julho.

A alta nos custos se deveu, sobretudo, ao aumento dos valor cobrado por pedreiros e mestres de obra para executar a obra. Em julho, esses gastos aumentaram 0,95%. Já os materiais registraram alta de 0,23% no mesmo período.
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