Cerâmicas apostam em inovação para ganhar mercado

Cerca de 300 indústrias cerâmicas de Mato Grosso, que atendem cerca de 70% da demanda de mercado, têm pela frente o desafio de melhorar a qualidade das telhas e tijolos produzidos no estado. A meta é aumentar a participação em um mercado impulsionado pelo aquecimento do setor de construção civil, implantar mecanismos de produção que garantam a sustentabilidade do produto e um padrão de qualidade constante, além de adotar estratégias mercadológicas mais competitivas, a fim de consolidar a preferência do consumidor pelo produto cerâmico local.

1

As ações fazem parte do projeto Cerâmica Sustentável é + Vida, lançado em Cuiabá no dia 24 de setembro pelo Sebrae em Mato Grosso e a Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer). Coordenado pelo Sebrae, o foco é atingir micro e pequenas empresas e transformar o comportamento empresarial, visando a modernizar as ferramentas de gestão e melhorar a competitividade das empresas, por meio de práticas mais sustentáveis. “É preciso aproveitar o boom da construção civil, promover inovação tecnológica e tornar o setor mais competitivo, considerando inclusive a concorrência com novos produtos”, considerou o analista do Sebrae em Mato Grosso, Ari Vasconcelos.

Durante 36 meses, serão aplicadas modernas ferramentas para implantação, nas cerâmicas, dos melhores procedimentos gerenciais disponíveis, em cinco diferentes consultorias. A primeira delas, para Inovação Tecnológica, vai reestruturar até mesmo o layout e propor a modernização dos equipamentos na fábrica para aumentar a produtividade, evitando o desperdício tanto de material humano quanto cerâmico. A segunda consultoria vai focar a Eficiência Energética, avaliando as perdas para elaboração de um plano de racionalização de uso da energia.

A terceira consultoria foca a área ambiental, incluindo análise minuciosa da legislação federal, estadual e municipal em vigor em todas as regiões do estado. O objetivo nessa etapa é orientar cada cerâmica sobre os procedimentos necessários para obtenção ou manutenção das licenças obrigatórias.

Visitas de especialistas às cerâmicas estão previstas também na consultoria para incorporação e tratamento de resíduos sólidos, biomassas e geração de crédito de carbono. Por último, a consultoria que visa à implantação de ferramentas de controle de processos e gestão de qualidade para obtenção de certificado de qualificação no Programa Setorial de Qualidade de Blocos e/ou Telhas Cerâmicas (PSQ/PBQP-H). Nessa fase, o que se busca já é elevar a imagem da empresa, reduzir perdas no processo produtivo, atender exigências legais, implantar estratégias de marketing e aumentar o valor agregado do produto, entre outros benefícios.

Fonte: Agência Sebrae

Setor imobiliário se prepara para crescer menos em 2012

Na esteira da desaceleração já vista em 2011, o calo parece ter apertado mais para o mercado imobiliário brasileiro, que começa a ver a euforia desenfreada de 2010 ser substituída por preocupação e cautela, cenário que tende a se manter este ano. Na visão de especialistas que acompanham o setor, esse desaquecimento, que resultou em crescimento menor no ano passado, deve se intensificar nos próximos meses, com as empresas tendo de administrar altos volumes de lançamentos, endividamento considerável e necessidade de gerar caixa.

“Vamos ver um crescimento menor que em 2011, que foi o começo do período de ajuste”, disse à Reuters o analista Marcelo Motta, do JPMorgan. “As empresas sofreram com falta de planejamento, queriam crescer demais, entrar em novas regiões onde nem sempre havia escala para operar, o que prejudicou as margens”. Continuar lendo

Crédito imobiliário vai continuar farto em 2012

Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), 2011 deve fechar com volume de R$117 bilhões em financiamentos desse tipo. Para 2012, a projeção é de R$152,1 bilhões em crédito habitacional. A estimativa de crescimento para 2011 representa elevação de 30% em relação a 2010, quando o crédito imobiliário atingiu um montante em torno de R$ 90 bilhões.

“É um salto significativo e explica a evolução e as mudanças do setor da construção”, avalia Ana Maria Castelo, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo desenvolvimento do estudo do Sindicato. Continuar lendo