Conhecendo a Engenharia: Fundações

por Bruna Alves

O que são?

Chamamos de fundações os elementos estruturais que ficam abaixo do solo com a função de suportar, com segurança, e transmitir ao solo as cargas provenientes do edifício.

Como escolher?

Para que se faça uma boa escolha do tipo de fundação a ser utilizado,  encontrando uma solução que atenda às características técnicas e que se adeque à realidade da obra, deve-se levar em conta diversos parâmetros, dentre eles:

Continuar lendo

INNOVATIVE CONCRETE BUILDING INFLATES

dbandeira euaWhen one thinks of concrete, “inflatable” isn’t one of the first words that comes to mind. Yet two engineers in the United Kingdom have developed and are marketing an inflatable structure that forms a robust concrete shell once hydrated.

Inflatable

The structure is the latest application of a technology called concrete canvas geosynthetic cementitious composite mats, or CC, a product originally developed to create shelters and that now is finding extensive use in civil engineering applications. It is a material that is impregnated with concrete and shipped to the site dry and hydrated once in position. The chemical reaction between the concrete dust and the water forms a hard concrete shell.

Continuar lendo

Lean Construction: história, princípios e exemplos

No decorrer da história, a construção civil passou por diversas transformações. Acompanhando os avanços tecnológicos de cada época, a forma de se construir foi absorvendo inovações e conceitos de outros âmbitos sociais, o que permitiu o aprimoramento das técnicas usadas no canteiro de obra.

blog

No Brasil, a partir da década de 80, observou-se uma tendência de aplicação de ferramentas da Gestão de Qualidade Total (Total Quality Management – TQM). As empresas de construção se voltaram para isso visando melhorar os processos produtivos, além de obter a ISO 9000.

Por esse motivo, a partir dos anos 90 um novo referencial teórico foi desenvolvido para a gestão de processos na construção civil, objetivando adaptar alguns conceitos e princípios da Gestão da Produção ao setor. Esse conceito, conhecido como Lean Construction (Construção Enxuta), tem sua origem no trabalho Application of the new production philosophy in the construction industry, do finlandês Lauri Koskela (1992) e se baseia na filosofia de Lean Production.

No entanto, o Lean Production tem suas raízes bem antes disso, por volta dos anos 50, a partir de três filosofias básicas: o próprio TQM, a produção puxada e o Just in Time (JIT). Naquela época, a teoria do Lean Production foi aplicada com bastante sucesso no setor automobilístico pela Toyota.

bl1Em resumo, o Lean Construction significa construir nos mais avançados padrões tecnológicos, eliminando desperdícios, aumentando a capacidade de produção, dando mais qualidade e garantindo prazos de entrega. Do ponto de vista da aplicação prática, o IGLC (International Group of Lean Construction) tem buscado implementar sistemas de informação e novas ferramentas que viabilizem a estabilização do ambiente produtivo, enfocando a antecipação de problemas e surpresas, ao invés de tentar conviver com ambientes de elevado grau de incerteza.

A Construção enxuta está diretamente ligada ao conceito de Just in Time. Com este sistema, o produto ou matéria prima chega ao local somente no momento exato em que for necessário, ou seja, não existe estoque parado.

bl2

Além dos conceitos básicos, a Construção enxuta apresenta um conjunto de princípios para a gestão de processos, alguns do quais estão apresentados a seguir, com base no trabalho de Koskela:

Reduzir a parcela de atividades que não agregam valor

Este é um dos princípios fundamentais da Construção Enxuta, segundo o qual a eficiência dos processos pode ser melhorada, e as perdas reduzidas pela eliminação de algumas das atividades de fluxo.

Exemplo: o emprego de um simples dispositivo de suporte do mangote utilizado no bombeamento de argamassa permite que o servente realize uma atividade que agregue valor, como espalhar a argamassa, em vez de simplesmente segurar o mangote ou fazer outras atividades auxiliares a pedido do pedreiro.

Cabe salientar que a eliminação de atividades de fluxo não deve ser levada ao extremo, pois algumas delas são vitais para a eficiência global do processo.

Reduzir a variabilidade

Do ponto de vista da gestão de processos existem duas razões para a redução de variabilidade. Primeiro, para o cliente, um produto uniforme traz em geral mais satisfação, pois a qualidade do produto efetivamente corresponde às especificações pré-estabelecidas. Em segundo lugar, a variabilidade tende a aumentar a parcela de atividades que não agregam valor e o tempo necessário para executar um produto, pois interrompe os fluxos de trabalho e pode gerar retrabalho ou rejeitos, caso o cliente não aceite os produtos fora das especificações.

bl3

Essa variabilidade que deve ser reduzida consiste tanto na variabilidade nos processos anteriores – relacionada aos fornecedores do processo, como blocos de cerâmica com grandes variações dimensionais –, quanto na variabilidade durante o processo, ou seja na execução do mesmo, e também na demanda, ligadas a desejos e necessidades de mudanças no projeto que o cliente venha a ter.

Exemplo: com um procedimento padronizado de execução de instalações hidrossanitárias pode-se reduzir o surgimento de vazamentos posteriores, eliminando-se, assim, a incidência de retrabalhos.

Reduzir o tempo de ciclo

A redução do ciclo é um princípio que tem origem na filosofia Just in Time. O tempo de ciclo pode ser definido como a soma de todos os tempos (transporte, espera, processamento e inspeção) para produzir um determinado produto. A aplicação deste princípio traz diversas vantagens. Dentre elas, podemos citar a entrega mais rápida ao cliente e a diminuição de erros, visto que os mesmos aparecem mais rapidamente e podem ser identificados e corrigidos.

A redução do tempo de civlo envolve uma série de ações, tais como: a eliminação de atividades de fluxo que fazem parte do ciclo de produção; a concentração do esforço de produção em um número menor de unidades (lotes menores) por meio do planejamento e controle da produção; e a mudança nas relações de precedência entre atividades, eliminando interdependências entre as mesmas de forma que possam ser executadas em paralelo.

Simplificar reduzindo o numero de passos ou partes

Este princípio é freqüentemente utilizado no desenvolvimento de sistemas construtivos racionalizados. Quanto maior o número de subdivisões em um processo, maior o número de processos que não agregam valor. Isso ocorre em função das tarefas auxiliares de preparação e conclusão em cada passo (montagem de andaimes, limpezas, dentre outros).

Exemplo: Uma forma de simplificar esses processos é a utilização de pré-fabricados, reduzindo, assim, o número de etapas para a execução de um elemento da edificação.

Aumentar a transparência do processo

O aumento da transparência do processo tende a tornar os erros mais fáceis de serem identificados no sistema de produção, ao passo que aumenta a disponibilidade de informações necessárias para a execução das tarefas, facilitando o trabalho.

Exemplo: a remoção de obstáculos visuais, tais como divisórias e tapumes, torna a construção mais visível, o que facilita a visualização de erros e a identificação de informações.

bl4

Aliado ao planejamento, o Lean faz com que se produza mais com menos e percebe-se que juntos, eles conseguem coordenar a distribuição das atividades e materiais, fatores fundamentais para um equilíbrio eficaz do processo produtivo na construção civil, de modo a obter o aproveitamento máximo da capacidade de mão de obra, materiais e equipamentos. As ferramentas do Lean são apenas teorias até que sejam usadas. O mais importante é serem bem aplicadas, nas situações adequadas e de forma sistemática para que se elimine desperdícios e melhore continuamente as aptidões dos colaboradores e o desempenho da obra.

Fontes: TecHoje, Téchne, CRolim

EUA Utilizam Energia dos Escoamentos em Tubagens de Redes de Abastecimento de Água Para Gerar Eletricidade

oiPortland foi, recentemente, a primeira cidade do mundo a adotar, de forma alargada, uma promissora tecnologia que permite gerar eletricidade aproveitando a energia dos escoamentos em tubagens de redes de distribuição de água. O sistema desenvolvido pela Lucid Energy, uma empresa norte-americana que fabrica equipamentos para o setor das energias renováveis, é capaz de produzir eletricidade de forma limpa, fiável e sustentável.

A tecnologia modular, batizada de LucidPipe, faz uso de secções de tubagens dotadas de turbinas de eixo vertical localizadas no seu interior, ligadas a geradores acoplados ao extradorso. Estas secções são integradas, idealmente, em ramais gravíticos de diâmetro igual ou superior a 60 cm, de redes de abastecimento de água ou de transporte de efluentes líquidos.

Ao contrário de outros sistemas de aproveitamento de energias renováveis, a tecnologia que está a ser utilizada em Portland permite uma geração constante de eletricidade, uma vez que é aplicada num ambiente relativamente controlado, não dependendo da aleatoriedade das condições climáticas, incluindo a intensidade do vento ou da luz solar.

O equipamento tem também a vantagem de ser de fácil instalação e integração em novos projetos ou infraestruturas existentes e, em oposição a outras tecnologias de hidroeletricidade, não ter quaisquer impactos ambientais.

oi2

Além disso e de acordo com a Lucid Energy, pode ser utilizado numa gama alargada de condições, volumes e velocidades de escoamento.
A quantidade de eletricidade gerada depende, naturalmente, daquelas condições. Por exemplo, numa tubagem com 150 cm, com uma velocidade de escoamento de 2 m/s e 276 kPa (aprox. 40 psi) de excesso de pressão, uma única unidade LucidPipe é capaz de produzir 100kW de energia e dissipar 35 kPa (aprox. 5 psi) de pressão do sistema. A utilização de múltiplas unidades LucidPipe no mesmo trecho de tubagem tem, potencialmente, a capacidade de gerar vários milhares de megawatt hora de eletricidade limpa.

O projeto que está a ser desenvolvido em Portland, cuja execução arrancou no início de 2015, deverá permitir a produção de mais de dois milhões de dólares de eletricidade durante as próximas duas décadas.

oi3

oi4

oi5

oi6

oi7

Fonte: Site Engenharia Civil