Como aproveitar a crise e se destacar no mercado de trabalho

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A palavra crise chegou ao português no século XVIII, a princípio no vocabulário da medicina, para designar o momento na evolução de uma doença em que ela se define entre o agravamento – e a morte – ou a cura – e a vida. O vocábulo vinha do latim crisis, “momento decisivo”, decalque do grego krísis, “decisão”, que Hipócrates, chamado de “pai da medicina”, já empregava com esse sentido. (A ideia de decisão, de separar o bom do ruim, explica que o crítico de arte seja chamado assim). Mas a verdade é que às vezes, crise significa crise mesmo, em português bem claro: diminuição de negócios, menor fluxo de dinheiro, menos encomendas e mais angústia em relação ao futuro.

É por isso que a crise é um momento muito delicado, principalmente no mercado profissional. É nesse momento que as empresas são provadas e que somente as melhores e mais organizadas sobrevivem. As próprias empresas tem que tomar decisões a cerca de melhores investimentos a serem feitos e também buscar os melhores profissionais para que estas possam alcançar um patamar competitivo e resistir às dificuldades do mercado.

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Nesse contexto, os engenheiros civis devem buscar aprimorar suas competências para se tornarem competitivos diante de uma concorrência mais dura e qualificada. As próprias empresas também buscam qualificar seus quadros funcionais com o intuito de aperfeiçoar os seus procedimentos.

Para esta situação, o Professor Silvio Aparecido dos Santos, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), afirmou que “se você não continuar investindo não estará preparado para o próximo momento de reação”. E ainda afirma que “se o foco estiver realmente apenas em corte de investimento, enxugar totalmente os custos, não há como deixar a equipe pronta para o momento da arrancada.” Coordenador do GPEADE (Grupo de Pesquisa em Administração Avançada e Empreendedorismo), Santos diz que a crise afeta de modo diferente os profissionais cujo trabalho está inserido em negócios em fases distintas de estruturação empresarial.

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Buscamos alguns sites e plataformas que podem contribuir com o crescimento pessoal e profissional do engenheiro civil e dos estudantes de engenharia. Seguem abaixo algumas de nossas dicas:

1 – FGV Online
A Fundação Getulio Vargas é a primeira instituição brasileira a ser membro do OpenCourseWare Consortium – OCWC –, um consórcio de instituições de ensino de diversos países que oferecem conteúdos e materiais didáticos sem custo, pela internet.

2 – Fundação Bradesco
Escol@ Virtual é um portal de e-Learning dedicado a oferecer cursos a distância – via Internet e semipresenciais.

3 – SESI
O portal do Sesi Paraná disponibiliza grande quantidade de cursos online gratuito.

4 – SENAI
O SENAI oferece cursos gratuitos a distância sobre temas transversais que desenvolvem capacidades para a iniciação no mundo do trabalho ou, no caso de quem já está trabalhando, para a atualização das competências profissionais.

5 – Rede SENAI
Confira os treinamentos disponibilizados pelo Núcleo de Educação a Distância por modalidade de ensino.

6 – SEBRAE
São mais de 30 cursos gratuitos com tutoria.

7 – CIEE
São mais de 35 cursos online grátis. Para acessar os cursos é preciso se cadastrar.

8 – SENAC
O PSG oferece, vagas gratuitas em cursos de Formação Inicial e Continuada.

9 – Prime Cursos
Empresa especializada em ensino a distância. A escola se transformou rapidamente em uma referência no Mercado Virtual graças ao seu pioneirismo no desenvolvimento de cursos e-learning.

10 – Cursos Online SP
Oferece mais de 150 Cursos Livres de Qualificação Profissional Gratuitos e de alta qualidade.

11 – Learncafe
Inovador portal de ensino à distância, que visa conectar alunos e professores em um único ambiente de ensino.

12 – Veduca
Empresa cujo propósito é levar o ensino superior de alta qualidade a qualquer pessoa que se disponha a aprender.

13 – Buzzero
Portal de ensino a distância que possibilita qualquer pessoa aprender e ensinar.

14 – Iped
A empresa tem a missão de promover a educação de maneira democrática levando ao mercado mais de 500 opções de cursos, em 30 áreas do conhecimento.

15 – Intel
Next Generation Center é um site onde você pode encontrar os cursos online grátis com certificado oferecidos pela Intel.

16 – Senar
Intuito de contribuição com a formação e a profissionalização das pessoas do meio rural e consequentemente aumentar a rentabilidade dos seus negócios e garantir a sustentabilidade do meio ambiente.

17 – Hospital Albert Einstein
São mais de 80 cursos online totalmente gratuitos oferecidos por um dos melhores hospitais do país.

18– BMF&Bovespa
Site de capacitação, a formação e a especialização de profissionais do mercado financeiro que trabalham em corretoras, em bancos, fundos de
investimento e em empresas.

19 – Senado Federal
Site de cursos para servidores do legislativo e população em geral. Seus cursos, materiais didáticos e conteúdos especiais já podem chegar a todos os municípios brasileiros.

 

*Você também pode fazer cursos rápidos não gratuitos que entregam certificado na sua casa

 

Aproveite bem as dicas e estabeleça seu diferencial. Oportunidades irão aparecer, porém só quem estiver realmente preparado é que vai conquistá-las. Por isso busque estar sempre à frente e preparado.

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Autor: Geovane Alves

Fontes:

Crise: perigo, oportunidade e… papo furado (Revista Veja)

http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/lendo-a-lenda/crise-perigo-oportunidade-e-papo-furado/

 

Para crescer na crise (Revista aU – Pini)

http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/184/para-crescer-na-crise-142820-1.aspx

 

23 sites que oferecem cursos online gratuitos com certificado (Loucos por Engenharia)

23 sites que oferecem cursos online gratuitos com certificado

 

 

Holedeck: sistema de laje inovador que economiza 55% mais concreto que o tradicional

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Já ouviu falar no Holedeck? Que tal optar por algo além do tradicional? Todo engenheiro sabe que escolher os melhores materiais é primordial na hora de construir. Qualquer problema sério é inadmissível em um projeto, que deve ser seguro do início ao fim – além de durar muito tempo.

Mas será que dá para economizar com opções resistentes e duráveis, tão eficientes quanto o tradicional? Com certeza! É o caso do Holedeck, um sistema de laje inovador que gasta 55% menos de concreto que aquele usado há tempos nas construções. Incrível, não é?

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Como funciona o Holedeck?

O Holedeck é um sistema de lajes grelhadas e finas criado pelo empresário espanhol Alberto Alarcón. Com duas espessuras diferentes de telhas – 300 e 450 milímetros -, é bem completo e acomoda sistema de iluminação, dutos e outros equipamentos mecânicos em torno de sua estrutura.

Segundo o responsável, ele usa uma forma inovadora que pode ser considerada essencialmente uma atualização do tradicional sistema de grade, ou seja, uma ideia de otimizar e gastar menos nas construções. Seu formato modular permite a criação de aberturas no topo da laje, fazendo com que os sistemas mecânicos sejam ligados verticalmente e favorecendo ainda o desempenho acústico do ambiente.

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Considerado sustentável e menos agressivo, é ideal para edifícios altos. Mas sua característica principal é o fato de gastar menos da metade do que um sistema tradicional: até 55% de economia, segundo testes realizados pela empresa de Alarcón. Além disso, o sistema tem uma manutenção mais fácil, com limpeza frequente e mais eficaz – um problema do método antigo.

Os resultados são tão impressionantes que o projeto foi até premiado no CTBU 2015 na categoria Inovação. De acordo com especialistas, o Holedeck deverá ser visto nas construções por aqui em breve. É bacana quando as pessoas encontram alternativas incríveis e satisfatórias para melhorar os projetos, não é?

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Fonte:

Blog da Engenharia

Projeto da Ciclovia que desabou no Rio de Janeiro não considerava ondas maiores do que 2,5 metros

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O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) apresentou na segunda-feira (30) o laudo pericial com os resultados do estudo sobre a queda da Ciclovia Tim Maia, ocorrida em abril em São Conrado, na zona Sul do Rio de Janeiro.

O trabalho, baseado na análise de documentos, coleta de dados e entrevistas dos profissionais que trabalharam nessa construção, aponta três fatores como principais para o acidente. São eles: falhas na licitação e na fiscalização do contrato, descumprimento na Lei das Licitações e a falta ética do exercício profissional.

O grupo de trabalho ainda apontou a falta de estudos preliminares oceanográficos dos efeitos das ondas sobre a estrutura da ciclovia, já que a única referência na memória de cálculo das empresas subcontratadas foi do efeito de ondas nos pilares a uma altura de até 2,5 metros.

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Além disso, a comprovação de experiência pelas empresas licitantes foi retirada do edital de licitação, e a NBR 6118/2014 – Projeto de Estruturas de Concreto – Procedimento foi descumprida. Outro aspecto irregular foi a não verificação dos registros das Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de Projeto Básico, do Orçamento da Obra e da Fiscalização da Obra pelo Contratante e pelo Órgão de Controle.

Os desenhos técnicos também não identificam os seus autores e responsáveis técnicos, e não contêm autorização por responsável para a execução.

Pelo código de ética Profissional, as penalidades estabelecidas para esses tipos de irregularidades são de advertência reservada, censura pública, multa, suspensão temporária do exercício profissional, e cancelamento definitivo do registro. O Crea-RJ recomendou, ainda, que seja realizado um estudo especializado sobre o efeito das ondas em toda a ciclovia.

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A Ciclovia Tim Maia havia sido inaugurada em janeiro deste ano e desabou três meses depois, no dia 21 de abril. Nela, foram investidos R$ 44,7 milhões.

Fonte:

Infraestrutura Urbana

Cimento fosforescente é criado no México

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Uma equipa de investigadores comandada pelo professor José Carlos Rubioda, da Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Michoacana de San Nicolás de Hidalgo, no México (UMSNH), desenvolveu um novo tipo de material de matriz cimentícia com propriedades fosforescentes. O betão fabricado com este novo cimento é capaz de absorver luz solar e pode ser utilizado na iluminação sustentável de edifícios, na sinalização de ruas e estradas, além de servir como efeito decorativo em ambientes internos e externos.

Para tal os engenheiros mexicanos alteraram a microestrutura do cimento de forma a reduzir a opacidade natural inerente à aplicação deste material, o que possibilita a entrada de luz solar para o interior dos elementos de betão, durante o dia, e a emissão artificial de luz, por processos de fotoluminescência, durante o período noturno.

Um dos maiores desafios dos investigadores na sintetização deste novo material foi a manutenção da durabilidade e características de trabalhabilidade do cimento original. Ao contrário dos materiais poliméricos fotoluminescentes, o betão fabricado com o cimento fosforescente é capaz de resistir à ação da radiação ultravioleta sem se deteriorar prematuramente ao longo do tempo. Dessa forma, sendo capaz de manter o seu desempenho mecânico por um período similar ao do betão corrente.

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O desenvolvimento de um cimento com propriedades óticas alteradas, que permitisse a transmissão e reflexão da luz teve por base processos químicos orgânicos.
De acordo com os investigadores, o processo passa pela promoção da policondensação com elementos de sílica, resíduos industriais, hidróxido de sódio e potássio e água.

O processo de produção deste cimento geopolimérico realiza-se à temperatura ambiente, não requerendo o uso de altos fornos, o que implica a geração de uma pegada ecológica muito mais baixa que a associada aos mecanismos de fabrico do cimento Portland corrente ou à sintetização de plásticos fosforescentes.

A aplicabilidade deste cimento fotoluminescente sustentável é muito ampla, podendo ser utilizada em compartimentos interiores (com as óbvias condicionantes deste tipo de espaço) e fachadas de edifícios, parques de estacionamento e na sinalização rodoviária, entre muitos outros.

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Depois de exposto à luz solar durante o período diurno, o betão fabricado com o novo cimento pode gerar luz durante 12 horas, um período mais do que suficiente para que a sua aplicação seja prática e possa trazer benefícios imediatos à indústria da construção.

Fontes

Engenharia Civil

Instituto de Engenharia

Chuvas: problemas e soluções

O PROBLEMA

Como se sabe, as enchentes urbanas são causadas principalmente pela incapacidade das cidades em reter as águas provenientes da chuva.Essa incapacidade é ocasionada pelo fato de que a impermeabilização generalizada da superfície dos centro urbanos faz com que sejam lançados sobre o sistema de drenagem crescentes volumes de água, e esse sistema não lhes consegue dar a devida vazão. Acresça-se a isso o fato de que o excesso de córregos canalizados e o intenso assoreamento por sedimentos, lixo e entulho que atinge todo o sistema de drenagem urbana só fazem agravar esse problema.

O sistema de drenagem é o principal meio de escoamento de água da chuva. Sem um bom sistema de drenagem, as chuvas podem causar sérios danos à população. Alagamentos, enxurradas, aumento da transmissão de doenças e perdas materiais.

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Segundo informou o engenheiro civil e professor do Instituto Militar de Engenharia (IME), Francisco José d’ Almeida Diogo, as autoridades brasileiras não têm a verdadeira dimensão dos problemas causados pelas chuvas. “Dizemos que o Brasil é abençoado por não ter terremoto e vulcão, mas às vezes os danos das chuvas são até maiores”, afirmou. Além disso, Francisco Diogo frisou a deficiência dos investimentos na área de drenagem no Brasil. “Apenas 13% das verbas destinadas à prevenção de catástrofes relacionadas às chuvas foram utilizadas. Isso é decorrente da burocracia que exige projetos detalhados, mas não disponibiliza técnicos para os municípios fazerem os projetos”, afirmou.

AS SOLUÇÕES

Como forma de amenizar esse problema, existem diversos dispositivos que visam o aumento da retenção das águas da chuva (aumento da infiltração), como calçadas e sarjetas drenantes, pátios e estacionamentos drenantes, valetas, trincheiras e poços drenantes, reservatórios para acumulação de águas de chuva, multiplicação dos bosques florestados na cidade etc. Todos essas alternativas são válidas e devem ser adotados, já que será o somatório de seus resultados que propiciará os resultados hidrológicos esperados. Porém, dentre várias alternativas, os reservatórios de acumulação destacam-se por sua capacidade de rápida resposta hidrológica.

Em uma cidade devem ser consideradas, por exemplo, a existência de diferentes permeabilidades naturais dos solos, de diferentes graus de compactação desses solos, a existência de lajes superiores de garagens subterrâneas a baixa profundidade, ou seja, diversos fatores que implicam em consideráveis reduções do volume de água realmente retido e infiltrado.

COMBATE À EROSÃO

“De imediato, é necessário que se faça uma redução máxima do assoreamento das drenagens naturais. Para isso, é preciso que seja mais rigoroso e extensivo o combate à erosão do solo e ao lançamento irregular de lixo urbano e entulho de construção civil”, diz Álvaro Rodrigues dos Santos, geólogo e ex-diretor de Planejamento e Gestão do Instituto de Pesquisa e Tecnologia (IPT). Segundo Santos, na região metropolitana de São Paulo, a perda média de solos por erosão está estimada entre 10 a 15 toneladas de solo por hectare, ao ano. Ele explica que o resultado são 3.570.000 m³/ano de sedimentos, o correspondente a 250 mil caminhões.

COMBATE À IMPERMEABILIZAÇÃO

Os centro urbanos desenvolveram-se sob a cultura da impermeabilização. É preciso recuperar a capacidade de infiltração e retenção de águas pluviais em toda a área urbanizada, completa Santos. O geólogo cita a criação de reservatórios domésticos e empresariais, assim como a ampliação de áreas verdes nas cidades. Outra alternativa para atingir esse objetivo é o uso de materiais mais permeáveis, como por exemplo o uso de um concreto mais poroso na pavimentação do solo. Cada centímetro que se impermeabiliza tem reflexo no escoamento da água e na consequente cheia de rios e inundações.

OS RESERVATÓRIOS

Como o geólogo Álvaro Santos afirmou, uma alternativa para essa problemática são os reservatórios de acumulação domésticos e empresariais. Esses reservatórios são muito mais eficiente no objetivo de combater as enchentes do que simplesmente desobstruir alguns córregos. Esses dispositivos de acumulação imediata de águas da chuva visam não só o acúmulo de água, mas também o seu acesso aos lençóis subterrâneos. Em sua aplicação, determinadas parcelas da água retida infiltrarão no solo com o objetivo de abastecer o já escasso lençol freático urbano.

Partindo dessa premissa, engenheiros civis da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram um projeto amplo de estudo e elaboração de uso eficiente da água da chuva. Esse projeto visa, entre outros objetivos, elaborar metodologias que possam ser usadas pela construção civil para impedir o acúmulo excessivo de água nas cidades. O projeto “Estruturas de infiltração da água da chuva como meio de prevenção de inundações e erosões” originou duas cartilhas educativas, uma sobre erosão e a outra sobre infiltração. No material, são apresentadas várias soluções que podem ser adotadas em casas, prédios, condomínios e cidades, em certos casos utilizando até recursos simples como: garrafas PET, brita, areia e tubos. (veja abaixo).

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Autor: Esaú Lopes

Fontes:

Instituto de Engenharia

IBDA

Último Segundo

Brasil inaugura primeira usina solar flutuante do mundo em lago de hidrelétrica

O Brasil está implantando agora o seu primeiro projeto piloto de exploração de energia solar em lagos de usinas hidrelétricas, com o uso de flutuadores. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a iniciativa já foi implementada em outros países, mas em reservatórios comuns de água. No caso do Brasil, a engenharia será utilizada nos lagos das hidrelétricas, permitindo aproveitar as sub-estações e as linhas de transmissão das usinas, além da lâmina d’água dos reservatórios, evitando desapropriação de terras.

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No dia 4 de março, na usina na usina de Balbina, no Amazonas, foi apresentado um protótipo com cerca de 60 m² de área, para que se pudesse ter uma visualização do sistema. Posteriormente, serão aprofundados os estudos da área dos lagos para a sua ampliação, já que na primeira fase terá capacidade de 1 Megawatt Pico (MWp), equivalente à produção de 1 MW no momento de maior insolação e a previsão é que em outubro de 2017 a potência seja ampliada para 5 MW, o que é suficiente para abastecer, por exemplo, 9 mil casas.

O ministro Eduardo Braga, do PMDB, explica que o projeto de geração híbrida utiliza a capacidade dos reservatórios e a infraestrutura de hidrelétricas brasileiras, principalmente, as que estão com baixa capacidade de geração de energia, como é o caso de Balbina. “Aqui em Balbina é um caso bastante típico porque nós temos uma subestação que poderia estar transmitindo algo como 250 MW. Hoje, usa apenas 50 MW. Portanto, há 200 MW de ociosidade, que vamos poder suplementar com energia solar, com custo muito reduzido, fazendo com que tenhamos eficiência energética, segurança energética, melhor gestão hídrica dentro dos nossos reservatórios e ao mesmo tempo baratear a energia para que a tarifa de energia elétrica seja mais barata em nosso país”, afirmou.

“Balbina é a pior usina hidrelétrica já construída no Brasil, e talvez seja também o maior crime ambiental da nossa história. Portanto, não basta o ministério ‘solarizar’ Balbina ou outras hidrelétricas na Amazônia para tornar a existência dessas usinas menos nocivas para a atmosfera e para a sociedade também” diz Ciro Campos, do Instituto Socioambiental (ISA) que, no entanto, considera positiva a iniciativa deste projeto piloto para o desenvolvimento do uso de energia solar para o país.

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A pesquisa vai analisar o grau de eficiência da interação de uma usina solar, em conjunto com a operação de usinas hidrelétricas, e a influência no ecossistema dos reservatórios. Após os estudos, de acordo com Eduardo Braga, a expectativa é que a geração de energia solar seja de 300 MW, podendo abastecer 540 mil residências, mais do que seria capaz de gerar a substação de Balbina onde o projeto está instalado. “É preciso fazer vários estudos, e nós esperamos, terminados esses estudos, poder começar os leilões de energia, de reservas com flutuadores dentro dos nossos reservatórios, e aí teremos capacidade muito grande no Brasil, porque o país possui inúmeras hidrelétricas com espaço para coletar energia solar nos seus reservatórios”, explicou o ministro.

De acordo com o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, a tendência é que o país amplie a geração de energia solar, o que pode refletir futuramente na redução da conta de luz. Mas ressaltou que não dá para avaliar a queda percentual, pois ainda não se sabe quanto será o custo da energia solar. Mas adiantou que será uma “redução substancial”.

Outro instalação piloto semelhante está prevista para a Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia. Nos dois empreendimentos piloto, que devem entrar em operação em janeiro de 2019, a Eletronorte e a Chesf investirão cerca de R$ 100 milhões.

Fonte:

Infraestrutura Urbana

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Agência Brasil

 

A importância dos sistemas de impermeabilização e suas principais técnicas

por Renan Marinho

Impermeabilidade é a propriedade de um produto de ser impenetrável por fluidos, principalmente a água. No caso da construção civil, muitas vezes advinda de percolação e da umidade do solo, sob pressão ou condensada.

Essa característica é de extrema importância para a construção civil, tendo um custo de 2 a 3% do total de um empreendimento, pois a vida útil da edificação depende diretamente de um eficiente sistema de impermeabilização. A falta ou deficiência dessa característica é responsável por 50% dos problemas patológicos nas edificações, o que pode acarretar num custo de 20% do total do empreendimento apenas para o reparo, ou seja, a execução da impermeabilização durante a obra é mais fácil e econômica se comparada com a execução depois da obra concluída.

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Projetando edifícios de madeira mais altos através de sistemas construtivos híbridos

Engenheiros da Universidade do Alabama (UA), nos EUA, estão a desenvolver novas formas de aumentar a estabilidade de estruturas de madeira. O estudo tem como principais objetivos abolir os limites atuais no que diz respeito à altura máxima de edifícios construídos com madeira e melhorar o seu comportamento sísmico.

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Em particular, a equipa da UA envolvida no projeto, está a investigar a combinação do sistema LiFS (Light Wood Frame System), extremamente popular nos EUA, com o uso de elementos de madeira laminada colada cruzada (CLT).
Pela sua capacidade inata de resistir às ações dinâmicas atuantes durante um sismo, a madeira laminada colada cruzada é um fator determinante na condução do estudo a bom porto.

De forma a aproveitar o enorme know-how dos projetistas norte-americanos no que diz respeito à construção com recurso ao LiFS, os investigadores propõem o desenvolvimento de um sistema estrutural híbrido, denominado CLT-LiFS, que recorre a “tendões” pós-tensionados e a dispositivos de dissipação de energia do tipo “rocking wall” em CLT, compatibilizados e integrados, de forma otimizada, com o LiFS.

Nesse âmbito, os investigadores estão a trabalhar na validação experimental dos modelos analíticos comportamentais do CLT para edifícios de grande altura e diferentes condições ambientais, no uso de conceitos de fiabilidade na avaliação do desempenho do sistema construtivo, quantificação experimental do impacto de sistemas secundários no comportamento de edifícios de grande altura e no desenvolvimento de ligações entre o CLT-LiFS e sistemas secundários.

Os primeiros ensaios realizados no Laboratório de Estruturas de Grande Escala daquela instituição, mostram um incremento significativo no desempenho sísmico e uma redução efetiva dos danos estruturais.

O estudo, que é financiado pela Fundação Nacional de Ciências, prolongar-se-á até ao final de 2018.

Referências: Universidade do Alabama | Imagens (adaptadas): via Universidade do Alabama/UK Progressive

Disponível em: Engenhariacivil.com

Conhecendo a Engenharia: Arcos

por Bianca Vieira

Os arcos são elementos estruturais muito presentes nas construções desde a antiguidade. As civilizações antigas do Egito, da Babilônia, da Grécia e da Assíria já utilizavam arcos, mas foram os Romanos que passaram a utilizá-los em larga escala.

Aqueduto Romano:

Os Aquedutos Romanos refletiam a filosofia romana de objetividade e praticidade. Essas estruturas tinham a função de conduzir a água pelas cidades.

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O mais curioso é que, mesmo sem cálculos estruturais no papel, essas civilizações construíram grandes obras utilizando o formato em questão. Isso se deve ao fato de essa estrutura resistir muito bem à esforços de compressão.

Isso torna viável a obtenção de vãos construtivos com a utilização de materiais de baixa resistência à tração. Antes do uso do aço e de outros materiais mais resistentes à tração, predominavam as construções em arco, pois os materiais disponíveis eram de origem granular ou rochosa, que resistem bem apenas aos esforços de compressão.

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Estrutura Romanas em Arcos

Nos arcos, existe um conceito chamado de “linha de pressão”, que seria um formato do arco para o qual o carregamento existente não provoca momento fletor, sendo assim, o único esforço presente no arco é o de compressão, e como normalmente os materiais dos quais são feitos resistem bem a esse tipo de esforço, eles são estruturas simples de serem reproduzidas. Este é o principal motivo pelo qual mesmo sem terem conhecimentos avançados acerca de cálculos de estruturas as civilizações antigas conseguiam construir grandes obras com arcos imensos.

Como eram construídos os arcos antigamente?

Os arcos eram construídos com vários blocos denominados aduelas. A aduela bem do centro do arco é chamada de chave e tem um formato angular proposital que proporciona um esforço de compressão que traz estabilidade ao todo. A última peça que se colocava na construção de um arco era a chave. Enquanto este elemento não fosse colocado, era necessário escorar as aduelas, uma vez que a estrutura ainda se encontrava instável.

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Estrutura dos arcos

Referências:

InfoEscola-Aquedutos Romanos

Blog da Engenharia Civil

Conhecendo a Engenharia: Fundações

por Bruna Alves

O que são?

Chamamos de fundações os elementos estruturais que ficam abaixo do solo com a função de suportar, com segurança, e transmitir ao solo as cargas provenientes do edifício.

Como escolher?

Para que se faça uma boa escolha do tipo de fundação a ser utilizado,  encontrando uma solução que atenda às características técnicas e que se adeque à realidade da obra, deve-se levar em conta diversos parâmetros, dentre eles:

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