As 10 principais áreas de atuação de um engenheiro civil

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Muitos leigos e até mesmo recém-ingressos no curso de engenharia civil acreditam que a profissão se trata apenas de construção de prédios, grandes obras e inúmeros cálculos estruturais, entretanto, o(a) curso/profissão é muito mais extenso(a), mostrando um grande leque de possibilidades para os estudantes e formados nesse curso.

Ao término do curso, os recém-engenheiros já estão preparados para a diversos tipos de situações das mais amplas áreas de atuação. Além disso, existe uma grande variedade de pós-graduações, mestrados, doutorados, algumas no Brasil, outras no exterior, que mostram a grande quantidade de tarefas que o engenheiro civil é capaz de fazer e podem colaborar com o crescimento de diversas áreas.

Com isso, a seguir pode-se observar algumas das especializações e ramificações mais conhecidas e procuradas pelos estudantes e profissionais de Engenharia Civil.

 

1. Construção civil

 Uma das mais clássicas, esse tipo de engenheiro trabalha principalmente com os materiais de construção e processos construtivos, aplicando-os em obras e procurando o desenvolvimento das mesmas para melhor atender o mercado.

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2. Materiais de Construção

Esse engenheiro busca basicamente estudar as características dos materiais utilizados na construção civil e a racionalização de suas aplicações, além de procurar buscar novas tecnologias que atendem melhor o mercado e otimizando a construção.blog02

 

3. Cálculo estrutural

Esse engenheiro trabalha geralmente em escritório e aliado ao engenheiro de construção civil, buscando realizar cálculos que atinjam os requisitos de resistência dos materiais, teoria das estruturas, estruturas de concreto armado e protendido, estruturas metálicas, estruturas de madeira e pontes, buscando sempre a segurança da estrutura. Existemblog03 especializações nessa área, com linhas de pesquisa no contexto do comportamento dos materiais empregados e dos sistemas estruturais, formulando modelos constitutivos para o concreto e outros materiais, por exemplo. Além disso, há estudos o comportamento de estruturas de edifícios altos, sistemas estruturais em madeira, aço, concreto armado e protendido, concreto pré-moldado e argamassa armada, sem contar naturalmente, as experimentações numéricas com os elementos finitos, diferenças finitas e elementos de contorno, entre outros campos estruturais, buscando inovações e segurança da estrutura.

 

4. Geotecnia

O engenheiro geotécnico trabalha com a mecânica dos solos, com a interferência de obras de infra-estrutura de qualquer natureza, ou seja, escavações, obras de fundações, movimentações de terras, barragens de terra, estabilidade de taludes, sistemas de informação geográfica e etc.

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5. Saneamento

blog05Esse tipo de engenheiro busca explorar o uso da água, dos projetos e das obras de saneamento básico e de saneamento geral (água, esgoto, resíduos e drenagem), tais como sistemas de abastecimento de água, de esgotos sanitários, do gerenciamento do lixo urbano e dos seus sistemas de tratamento, além do uso de água para saúde pública, controle e remediação ambiental, gestão ambiental e licenciamento ambiental.

 

6. Ambiental (Especialização)

Com a grande importância dada ao meio ambiente nos tempos atuais, é natural que haja uma grande preocupação ambiental relacionada a engenharia civil e suas diversas áreas, pois, por exemplo, a construção civil é uma das áreas que mais gera resíduos sólidos jogados no meio ambiente, além disso, a maioria das obras, seja de qual cunho for, atinge diretamente a natureza, o que se faz necessário um estudo para reduzir os impactos negativos.

Atingindo esse ponto, entra o engenheiro ambiental, apesar de já existir graduações focadas nisso, também se pode chegar nessa área através de especialização. O Engenharia Ambiental, tem função social e de contribuir para a redução dos efeitos adversos das atividades produtivas nos meios físicos e biológicos, buscando implantar modelos de desenvolvimento econômico, tanto na prevenção, quanto na minimização dos impactos que a atividade humana provoca no meio ambiente, estudando a caracterização ambiental, a análise de suscetibilidades e vocações naturais do ambiente, elaboração de estudos de impactos ambientais, proposição, implementação e monitoramento de medidas mitigadoras ou de ações ambientais, tanto na área urbana quanto na rural.

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7. Hidráulica

O engenheiro hidráulico é aquele que aplica os princípios da mecânica dos fluidos blog07buscando envolver planejamento, projeto e construção de obras de aproveitamento hídrico, abrangendo tanto os sistemas urbanos (esgotos, drenagem, abastecimento d’água, irrigação), industriais e prediais, quanto à irrigação, o controle de enchentes e os aproveitamentos hidroenergéticos, obras portuárias, de barragens e de hidrovias. Esse engenheiro está muito ligado aos ramos de saneamento e ambiental.

 

8. Estradas e transportes

Uma das maiores áreas da engenharia civil que podem ser seguidas, possui muitas ramificações.  O engenheiro de estradas e transportes busca a construção, manutenção, traçado de estradas, pavimentos de rodovias, planejamento de sistemas de transportes, gestão e operação de redes rodoferroviárias, portos, aeroportos, além de logística, como o estudo do tráfego com vistas a otimização da capacidade de tráfego, visando reduzir congestionamentos.

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9. Produção (Especialização)

 No caso, falaremos do Engenheiro Civil especializado em produção, pois existe a formação em Engenharia de Produção Civil, apesar dos dois serem similares. Esse engenheiro dá ênfase aos procedimentos de fabricação industrial, aos métodos e sequências de produção industrial, aos métodos e sequências de produção industrial em geral e ao produto industrializado, seus serviços afins e correlatos, além de dirige-se tanto para a capacitação em projetos e execução como para o aumento da produtividade e da qualidade dos produtos e serviços gerados no processo de seu desdobramento.

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10. Segurança do Trabalho

Área de extrema importância, o Engenheiro de Segurança do Trabalho tem a responsabilidade de zelar pela saúde e pela integridade física do trabalhador, reduzindo ou eliminando o risco de acidentes no ambiente de trabalho, elaborando, administrando e fiscalizando planos de prevenção de acidentes ambientais através de atividades referentes à proteção, segurança e higiene do trabalhador, a segurança dos locais de trabalho, das instalações e dos equipamentos, controle de riscos e da poluição, equipamentos de proteção e combate a incêndios, controle e eliminação de agentes agressivos ao meio ambiente e ao trabalhador (calor, ruído, poluentes, radiações, agentes químicos e biológicos) equipamentos de proteção individual (EPI´s) e coletiva (EPC´s), treinamento e conscientização do trabalhador para os assuntos de segurança, entre outras atribuições. Ele também orienta a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) das companhias.

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Acresça-se a isso que, a formação de um engenheiro civil também capacita aos profissionais a trabalharem como gestores e administradores, por isso é comum vermos engenheiros em cargos administrativos de empresas. Essas foram apenas dez das várias áreas possíveis de atuação do Engenheiro Civil, mostrando o quanto a profissão é bem mais ampla do que normalmente se imagina.

 

Autor: Renan Marinho

Fontes:

Guia do Estudante

DET (Dpto. de Engenharia de Transportes) UFC

DEHA (Depto. de Engenharia Hidráulica e Ambiental) UFC

DEECC (Depto. de Engenharia Estrutural e Construção Civil) UFC

 

 

 

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Tecnologia do MIT promete eliminar semáforos em cruzamentos

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Investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), do Instituto Suíço de Tecnologia (ETHZ) e do Conselho Nacional Italiano de Pesquisa (CNR) juntaram-se para desenvolver a nova geração de sistemas de controlo de tráfego em interseções rodoviárias, que promete acabar com os cruzamentos semaforizados.

O novo sistema chamado “Light Traffic” assume a transição, num futuro próximo, para o uso de veículos, parcial ou totalmente, autônomos, dotados de tecnologia que permita a comunicação inter-veicular e sensores que possibilitem a manutenção de distâncias seguras, eliminando a necessidade de abrandamentos ou paradas em interseções.

De acordo com o Senseable City Lab do MIT, o sistema funciona de maneira similar à forma como é efetuada a gestão de slots aeroportuários. Assim que um veículo se aproxima da interseção, os equipamentos de comunicação sem fios assinalam, automaticamente, a sua presença ao sistema central de gestão de tráfego, requerendo o acesso à interseção.

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A cada veículo autônomo que se aproxima da interseção é atribuído um intervalo de tempo individualizado para o atravessamento. Isto elimina, teoricamente, a necessidade de parada e minimiza os abrandamentos repentinos, bem como os ciclos de “pára-arranca”, que têm um efeito devastador no que diz respeito ao desgaste mecânico, consumo de combustível e emissão de gases poluentes.

De acordo com os investigadores, a tecnologia permite também duplicar a capacidade máxima de uma interseção, no que diz respeito ao número de veículos que a podem atravessar num determinado espaço de tempo.

Embora o sistema tenha por base a circulação rodoviária, pode ser facilmente adaptado para integrar novos estratos funcionais, coordenando o tráfego automóvel com os fluxos pedonais e cicloviários.

Fonte:

engenhariacivil.com

 

Sistema de bicicletas compartilhadas: uma alternativa eficiente

               Presente nas principais capitais do Brasil e do mundo, o sistema tem se revelado um absoluto sucesso, promovendo sustentabilidade, coletividade, compartilhamento, qualidade de vida e incentivo à prática de exercícios físicos.

               As razões para implantar um programa de bicicletas compartilhadas geralmente têm a ver com metas de aumento do uso urbano da bicicleta, redução do congestionamento, melhoria da qualidade do ar e aumento de oferta de opções de transporte não motorizados (TNM). O compartilhamento de bicicletas tem duas vantagens principais quando comparado a outros projetos de transportes: baixo custo de implementação e menor prazo de implantação.

               Hoje, mais de 400 cidades do mundo inteiro têm seus próprios sistemas de bicicletas compartilhadas, e o número desses programas aumenta a cada ano. Os maiores sistemas se encontram na China, nas cidades de Hangzhou e Xangai. Em Paris, Londres e Washington, D.C., sistemas de grande sucesso ajudaram a promover o ciclismo como opção viável e valiosa de transporte.

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O Desconhecido Poder do Sistema de Bilhetagem Eletrônica

Em muitas cidades do mundo, sistemas de transporte público, como ônibus, metrôs e trens, utilizam o SBE (Sistema de Bilhetagem Eletrônica). Este foi projetado para facilitar o gerenciamento dos meios públicos de transportes. Já sedimentado em diversos países europeus, o SBE chegou ao Brasil há mais de 15 anos e opera em mais de 15 capitais.

O funcionamento desse sistema ocorre da seguinte forma: o usuário, que normalmente possui um cartão de uso individual, no qual podem ser inseridos créditos, passa o cartão do validador, instalado no interior do transporte. O débito no Cartão e a liberação da catraca são automáticos, o que agiliza o processo de embarque e consequentemente o tempo da viagem.

Esse tipo de sistema traz inúmeros benefícios, tais como:

  •  Maior agilidade no embarque.
  •  Facilidade na aquisição de créditos.
  • Integração entre linhas do Sistema de Transporte.
  • Em caso de roubo ou extravio, o Cartão pode ser bloqueado e os créditos remanescentes transferidos para um novo Cartão.
  • Sem fluxo de dinheiro dentro dos ônibus, o risco de assaltos é reduzido.
  • Recarga nos portais para outros cartões: Vale-Transporte, Cidadão e Estudante.
  • Recarga nos postos de recarga credenciados entre muitas outras vantagens.

Integração entre linhas do Sistema de Transporte

Porém, o que muitos não sabem é que este tipo de sistema, além de trazer benefícios para a população e para a agilidade dos meios de transporte, também traz ótimas notícias para aqueles que desejam pesquisar e obter informações sobre o sistema de transporte no qual é utilizado.

Como cada indivíduo é identificado no momento no embarque, e, às vezes, até no desembarque, é possível criar uma matriz de dados contendo: o horário do embarque e do desembarque (o que nos fornece o tempo de viagem), a origem e o destino do passageiro (que nos mostra quais são os locais com maior fluxo de pessoas) e até quais a linhas do transporte que são mais utilizadas.

Sabendo, então, o tempo que os usuários do transporte levam para chegarem aos seus destinos, a origem e o destino dos passageiros e as linhas de maior demanda, é possível entender e adequar a oferta dos transportes às necessidades da população, o que evita problemas como linhas sufocadas, frotas insuficientes, demora de atendimento do serviço do transporte e até desconforto da população nos veículos do meio estudado. Estes problemas são de grande interesse para os donos das empresas de transporte e para a própria população, que se beneficia com transportes públicos acessíveis economicamente e com maior conforto.

Outro ponto positivo, é que todos esses dados são altamente confiáveis, já que provém de sistemas eletrônicos de coletas, sendo assim, diminui bruscamente a probabilidade de erros provenientes de um sistema de coleta convencional. Ademais, sistemas de coleta eletrônicos são menos onerosos e possuem maior flexibilidade de horário, além de fornecerem amostras populacionais muito maiores do que sistemas de coleta convencionais.

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O que foi explanado nesta matéria não é capaz de abranger a imensidão do que o SBE pode nos fornecer. Infelizmente, poucos são aqueles que sabem desta imensidão e a estudam. Entretanto, se dada a devida importância à esta área, grandes progressos nos sistemas de transporte público serão feitos, pois, felizmente, os engenheiros civis de tráfego são capazes de estudar os dados provenientes do SBE de maneira eficiente e tomar decisões de forma responsável para o bem da sociedade.

Fonte: O Autor.

Nova “Estrada sobre a água” é inaugurada na China

Proposta novamente em 2013, a China inagura sua mais nova obra-prima da Engenharia em 9 de agosto de 2015. Moradores estão se referindo a ela como a auto-estrada “Over- Water” (“Sobre a água” em português). É a primeira rodovia ecológica construída sobre a água na China e possui belas vistas panorâmicas que abrangem uma extensão em torno de 10,9 km de paisagem montanhosa do país, na Província de Hubei. Uma seção de 4,4 km da rodovia foi construída sobre o vale do rio e se conecta à rodovia expressa G42, que liga Xangai a Chengdu.

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China’s NEW “Over-Water” Highway

Proposed back in 2013, China opens their newest engineering masterpiece on August 9th 2015. Locals have been referring to it as the “Over-Water” highway. It’s the first eco-friendly highway built over water in China and boasts beautiful scenic views spanning a 10.9km distance around the country’s mountainous Hubei Province landscape. A 4.4km section of the highway was built over the river valley and connects to the G42 express highway which links Shanghai to Chengdu.

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A primeira estrada inteligente será construída na Holanda

O projeto de estradas inteligentes Smart Highway já era conhecido, mas agora chegou a certeza: até meados de 2013, várias centenas de metros de uma estrada em Barbant, na Holanda, servirão como cobaias deste piso da próxima geração.

O projeto, que ganhou recentemente o premio Best Future Concept, coloca no piso das estradas elementos que brilham à noite, aumentando a segurança da via. Na base deste desenvolvimento encontra-se o pó fluorescente. O projeto foi desenvolvido pelo Studio Roosegaarde e será implementado com a ajuda da Heijmans, uma empresa de infra-estrutura holandesa.

Para já, as inovações centram-se na definição das linhas da estrada e elementos gráficos que avisam os motoristas, por exemplo, das condições climatícas – o símbolo da neve aparece pintado no asfalto quando as temperaturas são baixas e o piso está escorregadio, por exemplo.

Estes elementos de iluminação são alimentados por turbinas eólicas, que se ligam com a aproximação do veículo.

Numa segunda fase, as estradas inteligentes evoluirão para o carregamento de baterias de carros elétricos. Para além da estrada em Barbant, o piso será testado em breve na costa oeste norte-americana.

Esta inovação não pretende apenas aumentar a segurança das estradas. Com este tipo de iluminação sustentável, os municípios e governos podem reduzir o investimento em energia – o que muitos deles, de resto, já estão fazendo em todo o mundo, desligando as luzes durante alguns períodos. Nestes casos, infelizmente, à custa da segurança rodoviária.

Fonte: GreenSavers

Primeiro trecho de metrô em Fortaleza é inaugurado

Viagens de testes com passageiros acontecerão até outubro

O governo do Ceará inaugurou na sexta-feira (15) a Linha Sul do primeiro metrô de Fortaleza. De junho a outubro, os Trens Unidades Elétricas (TUEs) passarão por testes operacionais com passageiros voluntários.

A linha, que liga Fortaleza a Pacatuba, possui 24,1 km de extensão e 18 estações. Os testes acontecerão entre as estações Carlitos Benevides, em Pacatuba, e Parangaba, Fortaleza. A distância entre os dois pontos é de 15 km.

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Um Pouco de Transportes – Primeiras obras da Transcarioca, no Rio de Janeiro, são concluídas

Mergulhão Clara Nunes e Viaduto Negrão de Lima compõem corredor que ligará Barra da Tijuca ao Aeroporto Tom Jobim

A prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou parte da primeira fase de construção da Transcarioca, corredor de alta capacidade que liga a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. O Mergulhão Clara Nunes, em Campinho, e o Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, foram entregues ao mesmo tempo. O consórcio responsável pelas obras é formado pelas empresas Andrade Gutierrez e Delta Construções.

Obras: à esquerda, o Mergulhão e à direita, o Viaduto

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Um Pouco de Transportes – Brasil: um país sem logística?

Integração dos modais, infraestrutura, investimentos, tecnologia, entre outros temas que fazem parte da realidade do transporte e da logística no Brasil foram discutidos durante o congresso realizado em São Paulo pela FIESP

Brasil: um país sem logística? Essa foi a pergunta chave que entonou o 7º encontro de Logística e Transportes realizado pela FIESP. O evento reuniu autoridades do poder público e da iniciativa privada pra discutir e propor soluções para a distribuição de carga e a mobilidade urbana no país. Em um consenso geral a resposta pra essa questão foi: o Brasil tem logística sim, mas é ineficiente.

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