O Engenheiro de 2020: Um olhar sobre o futuro da engenharia na Grã-Bretanha

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Já que o Reino Unido busca entregar infraestrutura do século 21, existe uma imensa oportunidade de repensar as habilidades requeridas para um engenheiro – e encontrar novos meios de se encaixar nelas.

Mas o que é um engenheiro do futuro?
Os desafios da infraestrutura de hoje são bem diferentes daqueles de 20 ou 30 anos atrás. Naquela época, a nação ainda via a construção de novas estradas, de obras de tratamento de água e de rede elétrica como o caminho para resolver os problemas de superpopulação e de falta de capacidade, e os graduados em engenharia civil puderam antecipar um grande tempo de realização de projetos e de construções desses novos recursos.
Entretanto, no mundo de hoje, a maioria dos engenheiros está sendo requisitada para descobrir como tirar maior proveito da infraestrutura que já temos, ao invés de construir algo novo.

Pode-se muito bem ainda começar com o básico. Como diz o novo presidente da ICE (Instituição de Engenheiros Civis), Tim Broyd: Você precisa sim começar com o básico. “Ninguém quer que a ponte caia.” Excelência técnica é praticamente a rocha matriz sobre qual toda engenharia é fundada.
Mas o que mais?
“Habilidade é algo a qual nós estamos sempre atracados, mas eu não acho que nós devamos aderir à moda de que há uma crise de capacitação” – Darren James, Costain. Que habilidades são desejadas em um engenheiro que quer se encaixar no futuro?

Você precisa ser um engenheiro civil?
“Nós devemos nos perguntar o que precisamos para estar na indústria de engenharia e de construção civil. Você não necessariamente precisa ser um engenheiro civil com uma especialização. Existem outros meios de entrar na indústria, e muitas outras coisas que você pode fazer para enfrentar o desafio da capacitação”, diz Costain.

Mas não seria nenhuma surpresa dizer que, além das competências técnicas, existem três requisitos básicos: habilidade tecnológica, habilidade social e habilidade comercial. A tecnológica é a principal.

Crescente papel da tecnologia

Durante a próxima década, o papel da tecnologia em entregar, manter e operar infraestrutura irá provavelmente crescer devido a todo o seu reconhecimento. A indústria está ocupada em se adaptar.
Um olhar no top 10 de empresas de tecnologia na NCE100 confirma isso.
O fato de que todas as empresas no top 10 tem uma estratégia digital e um diretor de conselho responsável por toda a implementação de sucesso reflete o fato de que muitas tem uma noção da importância do assunto.
No entanto, Daniel Chick, diretor técnico da Zipabout, acredita que essa é a área de maior desafio. Muitos engenheiros que pensam que são tecnologicamente informados, na verdade, estão fora do ritmo.

Levando o digital a sério
E isso vai ser grande. Como Broyd diz para a New Civil Engineer, esse ano é o ano que a ICE leva o digital à sério – O ano que os líderes da indústria perpassam o nível 2 do BIM a fim de colaborar na construção de projetos para um mundo onde a tecnologia está informando, onde os recursos são operados, mantidos e substituídos.
E como Sharon Kindleysides, que é diretora geral do sistema global de transporte inteligente (ITS), diz:
“Uma estrada agora inclui sensores e equipamentos de comunicação: Não é só asfalto”
“Existe uma névoa sobre os limites, e você não pode mais enquadrar as coisas. Nós temos estradas falando com veículos, e semáforos falando com carros”.
Ela acredita que os limites interinstitucionais devem cair. “Quando nós começarmos a olhar para os veículos autônomos, nós iremos ter mudanças no livro de regras, e nós teremos que acabar com essas divisões entre Engenharia Civil, Engenharia Mecânica, Arquitetura, etc”, ela diz.
Ela acrescenta: “Nós precisamos de pessoas que não tem apenas matemática e física – nós precisamos de pessoas que conseguem entender o lado humano, que podem muito bem ser psicólogos ou antropólogos.”
Então, no que tange as habilidades sociais, Sir John Armitt, ex-presidente da ICE, observa: Existe agora – e indiscutivelmente sempre existiu – uma necessidade real para os engenheiros se engajarem com o público.
“O papel do engenheiro é falar para o público muito mais e entender as expectativas”, observa Armitt. “Se você pode mostrar para um político que a pessoa está indo votar nele ou nela (por causa de uma decisão de investimento), eu acho que isso é muito importante”, ele nota.

Fora de alcance
Então como a profissão da engenharia civil parece estar desconectada da sociedade que procura servir?

O tema principal do ano de Broyd é dar apoio ao cronograma de ampliação da ICE através da inauguração de uma nova espécie de membro associado – profissionais que não são engenheiros civis formados, mas que tem um protagonismo em infraestrutura. É um desenvolvimento significativo que pode percorrer um longo caminho, levando à indústria a prover uma visão mais balanceada sobre as necessidades de infraestrutura
da nação.
“A iniciativa da ampliação do corpo de membros vem muito da estratégia de prover uma liderança de pensamento”, ele diz. “Nós não somos um grupo de lobby. Nós não estamos no jogo de criar empregos para engenheiros civis. Nós vemos isso como nossa responsabilidade em assegurar que as decisões de infraestrutura são ajudadas pela evidência de conhecimento, através do corpo profissional representativo.”
“Ampliar vai nos possibilitar falar com mais autoridade”, ele afirma.
Isso significa que psicólogos e antropólogos são bem-vindos.
O terceiro tema de Broyd é relacionado em diferentes formas – sobre continuar o
empenho da instituição para a diversidade.

Relações não tradicionais
Existe uma agradável sinergia entre todos os temas. De fato, o programa Digital Built Britain afirma como a chave principal a “criação de relações fora do setor de construção tradicional para criar uma indústria holística, visionária e inclusiva, que tenha a aparência de adicionar um valor significativo e de ser um empregador diverso e
atrativo.”
Em resumo, isso significa uma tecnologia digital disruptiva, que será usada para empurrar a indústria para o século 21 e fazê-la realizar que: ampliação é mais importante que voos baratos; buracos e trabalhos de estrada são mais irritantes que trens intermunicipais lotados; e a grande crise da infraestrutura do país está na falta de casas e não na falta de trens de alta velocidade.

Intervenções da Engenharia Civil
As principais intervenções da engenharia civil claramente serão requisitadas. Nossas cidades estão cheias e mais capacidade de metrô é necessária, seja em Londres, Manchester ou outras cidades nesse meio.
A terceira habilidade é a comercial – mas não a comercial à moda antiga.
Comportamentos que nos possibilitam uma colaboração com um ambiente comercial tenso são cruciais – uma visão expressa por delegados na primeira mesa redonda NCE100 da New Civil Engineer.
Como diz o diretor de conselho da Arup, Peter Chamley, a indústria já percorreu um longo caminho nos últimos 30 anos, com “dias adversos em que as condições de contrato eram designadas para promover a luta”. Mas, como a mesa redonda concluiu, a colaboração não necessariamente precisa ser agradável. E isso significa que novos comportamentos são requisitados – novas habilidades para os engenheiros aprenderem e se encaixarem no futuro.

Traduzido e adaptado por Felipe Arruda Brito

Fonte: https://www.newcivilengineer.com/business-culture/future-engineer-skills-for-
2020/10012411.article

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