Conhecendo a Engenharia: Arcos

por Bianca Vieira

Os arcos são elementos estruturais muito presentes nas construções desde a antiguidade. As civilizações antigas do Egito, da Babilônia, da Grécia e da Assíria já utilizavam arcos, mas foram os Romanos que passaram a utilizá-los em larga escala.

Aqueduto Romano:

Os Aquedutos Romanos refletiam a filosofia romana de objetividade e praticidade. Essas estruturas tinham a função de conduzir a água pelas cidades.

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O mais curioso é que, mesmo sem cálculos estruturais no papel, essas civilizações construíram grandes obras utilizando o formato em questão. Isso se deve ao fato de essa estrutura resistir muito bem à esforços de compressão.

Isso torna viável a obtenção de vãos construtivos com a utilização de materiais de baixa resistência à tração. Antes do uso do aço e de outros materiais mais resistentes à tração, predominavam as construções em arco, pois os materiais disponíveis eram de origem granular ou rochosa, que resistem bem apenas aos esforços de compressão.

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Estrutura Romanas em Arcos

Nos arcos, existe um conceito chamado de “linha de pressão”, que seria um formato do arco para o qual o carregamento existente não provoca momento fletor, sendo assim, o único esforço presente no arco é o de compressão, e como normalmente os materiais dos quais são feitos resistem bem a esse tipo de esforço, eles são estruturas simples de serem reproduzidas. Este é o principal motivo pelo qual mesmo sem terem conhecimentos avançados acerca de cálculos de estruturas as civilizações antigas conseguiam construir grandes obras com arcos imensos.

Como eram construídos os arcos antigamente?

Os arcos eram construídos com vários blocos denominados aduelas. A aduela bem do centro do arco é chamada de chave e tem um formato angular proposital que proporciona um esforço de compressão que traz estabilidade ao todo. A última peça que se colocava na construção de um arco era a chave. Enquanto este elemento não fosse colocado, era necessário escorar as aduelas, uma vez que a estrutura ainda se encontrava instável.

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Estrutura dos arcos

Referências:

InfoEscola-Aquedutos Romanos

Blog da Engenharia Civil

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Museu do Amanhã vence em duas categorias do Prêmio Talento Engenharia Estrutural 2015

Cobertura metálica móvel e estrutura de concreto se destacaram na premiação da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural. Veja os outros projetos vencedores

A obra do Museu do Amanhã, em fase final de construção no Rio de Janeiro, venceu em duas categorias do Prêmio Talento Engenharia Estrutural 2015, organizado pela Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece). Os projetos da cobertura metálica, de Flávio D’Alambert, e da estrutura de concreto, de Fabricio Gustavo Tardivo, levaram a premiação nas categorias Obras Especiais e Destaque do Júri, respectivamente.

Mais duas obras construídas no Rio de Janeiro – ambas ligadas ao chamado “legado olímpico” – foram destaque nesta edição da premiação: as alças de acesso ao viaduto do Gasômetro, menção honrosa na categoria Infraestrutura, e a Arena de Handebol, menção honrosa em sustentabilidade (após os jogos, ela será desmontada e aproveitada na construção de escolas públicas).

Veja a seguir os projetos homenageados na edição 2015:

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Origami: A Strutural Engineering Inovation

dbandeira euaResearchers have developed a new “zippered tube” that makes paper structures that are stiff enough to hold weight and fold flat for convenient shipping and storage. 

The team, made up of researchers from the University of Illinois at Urbana-Champaign, the Georgia Institute of Technology and the University of Tokyo, say the method could be applied to other thin materials, including plastic or metal, to transform structures from furniture to buildings to microscopic robots.

Illinois graduate researcher Evgueni Filipov, Georgia Tech professor Glaucio Paulino and University of Tokyo professor Tomohiro Tachi published their work in the Proceedings of the National Academy of Sciences.

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Origami: Uma inovação na Engenharia Estrutural

bandeira do brasil 1 - ( bandeira-do-brasil )Pesquisadores desenvolveram uma nova tecnologia, chamada “zippered tube”, a qual faz estruturas de papel rígidas o suficiente para suportar cargas e também serem dobráveis para fins de transportes e armazenamento.

A equipe – formada por pesquisadores da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, do Instituto de Tecnologia de Geórgia e da Universidade de Tóquio – afirma que o método poderia ser aplicado a outros materiais, incluindo plástico ou metal, a fim de transformar estruturas desde móveis até estruturas e robôs microscópicos,

O pesquisador graduado, Evgueni Filipov, o professor da Georgia Tech Gláucio Paulino e o professor da Universidade de Tóquio Tomohiro Tachi publicaram o trabalho deles na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

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Prêmio Talento Engenharia Estrutural anuncia os vencedores

Foram anunciados quarta à noite (24) os vencedores do Prêmio Talento Engenharia Estrutural 2012, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece) em parceria com a Gerdau. Ao todo foram dez projetos escolhidos nas categorias Infraestrutura, Edificações, Pequeno Porte e Obras Especiais, e nas premiações especiais Destaque do Júri e Sustentabilidade.

No ano passado, a maioria dos projetos reconhecidos havia sido executada no eixo Rio-São Paulo. Em 2012, os resultados refletem o crescimento das atividades da construção civil em outras cidades do País, com destaque especial para a região Nordeste.

Destinado à valorização e divulgação de trabalhos de projetistas de estruturas, o concurso é realizado anualmente, com entrega do prêmio feita durante o Encontro Nacional de Engenharia e Consultoria Estrutural (Enece). Os quesitos para julgamento são concepção estrutural, processos construtivos/uso adequado de materiais, originalidade, monumentalidade, implantação no ambiente, esbeltez/deformabilidade, estética/economicidade.

Veja todos os ganhadores:

Prêmio Destaque do Júri

Vencedor: Bruno Contarini
Nova sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília (DF)

Com projeto de Oscar Niemeyer, a nova sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é composta por um prédio principal de 12 pavimentos em concreto armado e protendido, com lajes de 210 m de comprimento, 18 m de largura e vãos de 20 m. Um subsolo único com vãos de até 27 m em grelha integra a estrutura do edifício principal e as três cúpulas com 28 m, 30 m e 35 m de diâmetro. Uma das principais dificuldades da obra, segundo o projetista estrutural Bruno Contarini, foi a execução dos balanços de 16 m nas extremidades do edifício, apoiados em um único pilar. Os esforços localizados exigiram que se projetasse um grande caixão resistente à torção.

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