INNOVATIVE CONCRETE BUILDING INFLATES

dbandeira euaWhen one thinks of concrete, “inflatable” isn’t one of the first words that comes to mind. Yet two engineers in the United Kingdom have developed and are marketing an inflatable structure that forms a robust concrete shell once hydrated.

Inflatable

The structure is the latest application of a technology called concrete canvas geosynthetic cementitious composite mats, or CC, a product originally developed to create shelters and that now is finding extensive use in civil engineering applications. It is a material that is impregnated with concrete and shipped to the site dry and hydrated once in position. The chemical reaction between the concrete dust and the water forms a hard concrete shell.

Continuar lendo

Poste capaz de transmitir dados sobre trânsito é desenvolvido por alemães

Lembra-se da expressão “quem fica parado é poste”? Bem, se depender da fabricante alemã de autopeças Continental, logo vamos deixar de usá-la.

A empresa, que produz equipamentos de segurança para automóveis, recentemente apresentou um sistema de postes inteligentes, que poderá iluminar o caminho para o futuro da tecnologia de tráfego.

O projeto foi apresentado durante o recente Congresso Mundial de Sistemas de Transportes Inteligentes, em Bordeaux, na França.

O sistema utiliza LEDs, tecnologia que tomou conta da iluminação de espaços públicos em todo o mundo.

Esses equipamentos utilizam menos energia, duram mais e, como são instalados em feixes, não pifam todos de uma só vez – o que faz deles a melhor escolha para aplicativos de segurança.

poste

Estações de recarga

O sistema alemão é ainda mais inteligente, pois utiliza um pouco mais de energia extra para fazer diagnósticos e para se conectar à internet. Ou seja, o próprio poste pode alertar uma equipe de manutenção quando suas luzes precisarem ser trocadas, por exemplo.

E quando o equipamento puder se comunicar, ele terá muito a dizer. Ele poderá identificar a aproximação de um ciclista e iluminar o caminho de maneira mais apropriada; pode ficar verde para indicar a motoristas que uma vaga de estacionamento apareceu; intensificar sua luz se estiver chovendo; ou ainda se desligar sozinho quando não houver circulação de veículos.

O poste inteligente também poderia piscar para alertar motoristas para um acidente mais adiante ou para algum impedimento na pista.

A Continental também imagina que os postes servirão como estações de recarregamento de veículos elétricos, indicando os preços do quilowatt-hora em cada fornecedora.

Com a instalação de uma série de sensores e uma conexão sólida à internet, um poste inteligente também pode transmitir qualquer uma dessas informações – e inúmeras outras coisas – diretamente para o computador a bordo de carros que estejam na mesma rede e estejam passando por perto.

Um exército de postes inteligentes fariam um bem enorme para a solução de situações que derivam da falta de informações em tempo real, o problema mais complicado enfrentado pela tecnologia dos veículos autônomos.

Fonte: BBC Brasil

Lean Construction: história, princípios e exemplos

No decorrer da história, a construção civil passou por diversas transformações. Acompanhando os avanços tecnológicos de cada época, a forma de se construir foi absorvendo inovações e conceitos de outros âmbitos sociais, o que permitiu o aprimoramento das técnicas usadas no canteiro de obra.

blog

No Brasil, a partir da década de 80, observou-se uma tendência de aplicação de ferramentas da Gestão de Qualidade Total (Total Quality Management – TQM). As empresas de construção se voltaram para isso visando melhorar os processos produtivos, além de obter a ISO 9000.

Por esse motivo, a partir dos anos 90 um novo referencial teórico foi desenvolvido para a gestão de processos na construção civil, objetivando adaptar alguns conceitos e princípios da Gestão da Produção ao setor. Esse conceito, conhecido como Lean Construction (Construção Enxuta), tem sua origem no trabalho Application of the new production philosophy in the construction industry, do finlandês Lauri Koskela (1992) e se baseia na filosofia de Lean Production.

No entanto, o Lean Production tem suas raízes bem antes disso, por volta dos anos 50, a partir de três filosofias básicas: o próprio TQM, a produção puxada e o Just in Time (JIT). Naquela época, a teoria do Lean Production foi aplicada com bastante sucesso no setor automobilístico pela Toyota.

bl1Em resumo, o Lean Construction significa construir nos mais avançados padrões tecnológicos, eliminando desperdícios, aumentando a capacidade de produção, dando mais qualidade e garantindo prazos de entrega. Do ponto de vista da aplicação prática, o IGLC (International Group of Lean Construction) tem buscado implementar sistemas de informação e novas ferramentas que viabilizem a estabilização do ambiente produtivo, enfocando a antecipação de problemas e surpresas, ao invés de tentar conviver com ambientes de elevado grau de incerteza.

A Construção enxuta está diretamente ligada ao conceito de Just in Time. Com este sistema, o produto ou matéria prima chega ao local somente no momento exato em que for necessário, ou seja, não existe estoque parado.

bl2

Além dos conceitos básicos, a Construção enxuta apresenta um conjunto de princípios para a gestão de processos, alguns do quais estão apresentados a seguir, com base no trabalho de Koskela:

Reduzir a parcela de atividades que não agregam valor

Este é um dos princípios fundamentais da Construção Enxuta, segundo o qual a eficiência dos processos pode ser melhorada, e as perdas reduzidas pela eliminação de algumas das atividades de fluxo.

Exemplo: o emprego de um simples dispositivo de suporte do mangote utilizado no bombeamento de argamassa permite que o servente realize uma atividade que agregue valor, como espalhar a argamassa, em vez de simplesmente segurar o mangote ou fazer outras atividades auxiliares a pedido do pedreiro.

Cabe salientar que a eliminação de atividades de fluxo não deve ser levada ao extremo, pois algumas delas são vitais para a eficiência global do processo.

Reduzir a variabilidade

Do ponto de vista da gestão de processos existem duas razões para a redução de variabilidade. Primeiro, para o cliente, um produto uniforme traz em geral mais satisfação, pois a qualidade do produto efetivamente corresponde às especificações pré-estabelecidas. Em segundo lugar, a variabilidade tende a aumentar a parcela de atividades que não agregam valor e o tempo necessário para executar um produto, pois interrompe os fluxos de trabalho e pode gerar retrabalho ou rejeitos, caso o cliente não aceite os produtos fora das especificações.

bl3

Essa variabilidade que deve ser reduzida consiste tanto na variabilidade nos processos anteriores – relacionada aos fornecedores do processo, como blocos de cerâmica com grandes variações dimensionais –, quanto na variabilidade durante o processo, ou seja na execução do mesmo, e também na demanda, ligadas a desejos e necessidades de mudanças no projeto que o cliente venha a ter.

Exemplo: com um procedimento padronizado de execução de instalações hidrossanitárias pode-se reduzir o surgimento de vazamentos posteriores, eliminando-se, assim, a incidência de retrabalhos.

Reduzir o tempo de ciclo

A redução do ciclo é um princípio que tem origem na filosofia Just in Time. O tempo de ciclo pode ser definido como a soma de todos os tempos (transporte, espera, processamento e inspeção) para produzir um determinado produto. A aplicação deste princípio traz diversas vantagens. Dentre elas, podemos citar a entrega mais rápida ao cliente e a diminuição de erros, visto que os mesmos aparecem mais rapidamente e podem ser identificados e corrigidos.

A redução do tempo de civlo envolve uma série de ações, tais como: a eliminação de atividades de fluxo que fazem parte do ciclo de produção; a concentração do esforço de produção em um número menor de unidades (lotes menores) por meio do planejamento e controle da produção; e a mudança nas relações de precedência entre atividades, eliminando interdependências entre as mesmas de forma que possam ser executadas em paralelo.

Simplificar reduzindo o numero de passos ou partes

Este princípio é freqüentemente utilizado no desenvolvimento de sistemas construtivos racionalizados. Quanto maior o número de subdivisões em um processo, maior o número de processos que não agregam valor. Isso ocorre em função das tarefas auxiliares de preparação e conclusão em cada passo (montagem de andaimes, limpezas, dentre outros).

Exemplo: Uma forma de simplificar esses processos é a utilização de pré-fabricados, reduzindo, assim, o número de etapas para a execução de um elemento da edificação.

Aumentar a transparência do processo

O aumento da transparência do processo tende a tornar os erros mais fáceis de serem identificados no sistema de produção, ao passo que aumenta a disponibilidade de informações necessárias para a execução das tarefas, facilitando o trabalho.

Exemplo: a remoção de obstáculos visuais, tais como divisórias e tapumes, torna a construção mais visível, o que facilita a visualização de erros e a identificação de informações.

bl4

Aliado ao planejamento, o Lean faz com que se produza mais com menos e percebe-se que juntos, eles conseguem coordenar a distribuição das atividades e materiais, fatores fundamentais para um equilíbrio eficaz do processo produtivo na construção civil, de modo a obter o aproveitamento máximo da capacidade de mão de obra, materiais e equipamentos. As ferramentas do Lean são apenas teorias até que sejam usadas. O mais importante é serem bem aplicadas, nas situações adequadas e de forma sistemática para que se elimine desperdícios e melhore continuamente as aptidões dos colaboradores e o desempenho da obra.

Fontes: TecHoje, Téchne, CRolim